
O Blog do Jotacê segue na sua tarefa de informar os colecionadores brasileiros trazendo conteúdo exclusivo. Dessa vez a entrevista é com Tânia Lima, Diretora Executiva da União Brasileira de Vídeo, que falou sobre pirataria, locação, mercado de venda direta, importância dos colecionadores e a polêmica campanha contra a pirataria em DVDs originais.
Abaixo a entrevista, gentilmente concedida através de e-mail:
BJC -A UBV é uma entidade muito importante para o mercado de Home Vídeo no Brasil e para todas as empresas que fazem parte dele. Como ela está vendo a queda no faturamento do mercado de locação, apesar do aumento significativo de players de DVD nos lares dos brasileiros nos últimos anos? Para a UBV, qual a causa deste efeito?
Tânia Lima – A UBV e suas associadas sempre ficam muito atentas a qualquer movimento de mercado, principalmente quando se trata de locadoras, porque faz parte da nossa história a parceria constante com as mesmas.
A retração das vendas para o mercado de locação é resultado de muitos fatores. Se pudéssemos enumerar ou priorizar eu diria que três fatores foram decisivos para acentuar a queda das locações:
1. Pirataria
2. Falta de tempo dos consumidores (hoje o que existe de mais precioso é o tempo das pessoas – principalmente o tempo livre – e este está escasso).
3. Várias formas alternativas de entretenimento à disposição do consumidor (aumento da penetração da internet, futebol na TV, crescimento da base de assinantes da TV por assinatura, cinema, bares, restaurantes, baladas, etc).
BJC - Com o mercado de rental em declínio e a pirataria desenfreada cada vez mais colaborando para que a situação do Home Video piore no nosso país, como a UBV se relaciona com o mercado para venda direta e qual a importância dos colecionadores (únicos interessados em um produto original e de qualidade) neste mercado?
Tânia Lima – Enquanto crescia a venda de players de DVD e com o desenvolvimento e incremento da internet, na mesma proporção crescia a pirataria e acabamos por ser vítimas da própria tecnologia da qual dependemos tanto. No passado uma fita pirata de VHS para ter uma qualidade razoável demorava duas horas para ser reproduzida no “back to back”. Se fosse copiada em hi-speed, a qualidade ficava ainda muito pior. As fitas piratas só existiam dentro de poucas locadoras. Com o DVD, a reprodução é absurdamente rápida, e a disponibilidade mais absurda ainda, uma vez que os ambulantes estão em cada esquina, quando não, em frente às locadoras.
Neste período também, digamos que de 2007 prá cá, o aumento de consumidores que compram e colecionam DVDs aumentou e muito. Esta conclusão vem dos próprios números de mercado, uma vez que acompanhamos mensalmente as vendas para locadoras (rental) e as vendas para os consumidores (sell through, ou sellthru). Isto também é uma mudança de perfil e hábitos de consumo. Muitos consumidores passaram a ser colecionadores fiéis.

BJC - Em outros países o produto original é tratado como diferencial de mercado e muito valorizado pelas produtoras. Como uma atitude semelhante pode ajudar o mercado de Home Vídeo no Brasil? E como a UBV pode colaborar com isso?
Tânia Lima – O produto original tem forte apelo pelo conteúdo diferenciado com extras e pela própria apresentação e acabamento da mídia, com estampa no DVD, rótulo, informações, fotos, etc.
As distribuidoras, dentro das janelas específicas, disponibilizam seus produtos primeiro para as locadoras e posteriormente para o consumidor final, com políticas comerciais diferenciadas.
O que não podemos esquecer é o fator cultural, onde muitos consumidores infelizmente preferem ter uma vantagem indevida (compra de produtos na pirataria) do que um beneficio diferenciado (produto original). O trabalho da UBV é ajudar a conscientizar a população.
Entendemos que o Blu-ray é e será um forte aliado na redução expressiva da pirataria, uma vez que esta mídia impede a reprodução dos produtos. A UBV quer divulgar e disseminar esta nova tecnologia o mais rápido possível, seja através de parcerias, comunicação ou qualquer outra forma de colaboração na divulgação do novo formato.
Ao mesmo tempo, o aumento do parque de aparelhos de televisão de maior qualidade em todos os segmentos da sociedade poderá desincentivar o consumo de produtos piratas que tem baixa qualidade de som e imagem.
BJC - A UBV sempre combateu a pirataria e os produtos não legalizados (atitude que também é apoiada pelos colecionadores). Mas o que a entidade tem feito para fiscalizar e controlar a qualidade dos produtos originais no país (por exemplo: formatos de tela mutilados, ausência de legendas nos extras e descontinuidade no lançamento de séries)?
Tânia Lima – Aproveitamos esta entrevista para esclarecer que não é função da UBV fiscalizar a pirataria. Nós auxiliamos no combate com serviços de informações e denúncias. Não temos poder de polícia para fiscalizar, apreender mercadorias ou prender pessoas. Temos canais de denúncias – pelo próprio site www.ubv.org.br e pelo 0800-113941. Repassamos estas informações à APCM – Associação Anti-pirataria Cinema e Música, entidade responsável pelas ações legais visando a repressão da pirataria junto às autoridades competentes.
Em essência a UBV faz um trabalho político, com acompanhamento de leis, frequentes visitas à Brasília, ao CNCP – Conselho Nacional de Combate à Pirataria, no Ministério da Justiça, prefeituras e todas as autoridades que possam, estas sim, cumprir seu dever legal de reprimir e combater à pirataria.
Quanto a qualidade e formato dos produtos, quando alguma reclamação eventualmente aparece, repassamos todas as opiniões, protestos, contrariedades e sugestões dos consumidores que nos procuram às respectivas distribuidoras, que tem tido um papel pro-ativo na solução de problemas, que são pontuais e em quantidade inexpressiva.
Vale ressaltar que no caso de séries, muitas foram descontinuadas em função do alto preço de registro de Condecine. As séries de TV têm vendas limitadas, e as vezes com o número crescente de temporadas, as vendas podem reduzir em relação às primeiras lançadas. Como a Condecine registro (Tributo pago à Ancine) das séries são cobradas “por capítulo”, isso na maioria das vezes inviabiliza a continuidade de comercialização, quando o nível de vendas fica menor. É o mesmo que acontece com a renovação de catálogo. Um produto de catálogo deve ter a Condecine (registro) renovada depois de 05 (cinco) anos e então é cobrada a mesma tributação de um lançamento. Ou seja, muitos produtos deixam de ser comercializados, o que abre mais uma porta para a pirataria. Neste caso a tributação da Ancine é mais um fator de exclusão do consumidor brasileiro de filmes de nicho, clássicos e catálogos, tudo a favorecer o pirata. Para a locadora, o catálogo também é uma fonte interessante de receita que com o tempo foi sendo pulverizada pelo modelo perverso de tributação.
BJC - A campanha contra os DVDs piratas inserida em produtos originais é muito polêmica entre os colecionadores brasileiros. Qual foi a intenção da UBV em vincular tal campanha, para um público que já é esclarecido e que valoriza o original?
Tânia Lima – A polemização foi fundamental para a divulgação da campanha. Tudo o que é morno é morto, não marca, é esquecido.
O público de DVDs que consome produtos originais, muitas vezes também consome produtos piratas, isto é fato, mas o que deve ser ressaltado é que o projeto não foi desenvolvido tendo como escopo apenas a inserção dos filmes nos DVDs. A campanha foi altamente divulgada nas salas de cinema de todo o país através de uma ótima parceria que tivemos com a FAC – Fórum do Audiovisual e Cinema, que teve um empenho fortíssimo na divulgação. Tivemos também parceria com as TVs, aberta e a cabo. Enfim, a divulgação foi ampla para atingir ao maior número de consumidores possíveis.
BJC - A entidade já pensa em alguma outra campanha ou forma de valorizar o produto orginal no país? Como será?
Tânia Lima – Já temos uma campanha em vigor desde o final do ano passado, que é o Video Legal, que está fortalecendo a cada mês. Começamos com um trabalho de valorização das locadoras legais, onde as distribuidoras participantes da campanha oferecem benefícios únicos e exclusivos à estas lojas. Em paralelo são criados concursos e premiações aos consumidores que utilizam as mesmas lojas. Hoje temos aproximadamente 1.600 locadoras participantes do programa e a tendência é que as distribuidoras invistam cada vez mais nestas lojas que só trabalham com produtos originais e também desenvolvam benefícios para os consumidores que alugam ou compram produtos destas lojas.
Todas as ações podem ser acompanhadas através do site www.videolegal.org.br. No site também divulgamos os lançamentos do mês em rental e sellthru, os mais procurados, trailers dos produtos, notícias do setor, e todos os produtos disponibilizados em Blu-ray.
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Agradecemos a Tânia Lima pela entrevista exclusiva. Penso que também podemos utilizar o canal da UBV como meio para nos manifestarmos sobre os produtos lançados no Brasil, coisa que fazemos diariamente aqui no BJC!
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DVDs recomendados pelo BJC no Submarino:

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agosto 7th, 2009 at 3:26
Muito esclarecedora na minha opinião a entrevista, mostra que a UBV tem um forte apelo e concentra o seu suporte as vídeo locadoras, e devido a isso eles não vão estar muito preocupados se o DVD saia da distribuidora em Amaray simples, ou Digipak triplo e com luva…, ou seja eles não estão tão preocupados em o produto ser colecionavel, e sim original e que renda vendas.
Outro ponto interessante é sobre as séries, e sobre os tributos pagos para a Condecine , isso mostra mais uma vez como é complicado comercializar qualquer coisa no país, tudo tem impostos e as vezes muito caro, um exemplo é o setor automobilistico, foi só tirar o IPI e os preços baixaram consideravelmente, voltando ao foco e ao DVD, achei essa explicação pautavel, é claro que sempre tem uma má vontade das distribuidoras, mas pelo menos é um motivo que contribui para essa descontinuidade das séries e creio que muita gente assim como eu não sabia.
Para encerrar a senhora Tânia Lima, mostrou que sabe que existe além das locadoras pessoas físicas que compram e coleciona DVD, e isso já é um bom começo…Parabéns ao Blog pela entrevista, e pela luta constante em mostrar a importância dos produtos colecionaveis para as produtoras.
agosto 7th, 2009 at 5:56
Também acho. Na verdade ninguém QUER um produto de má qualidade, a pessoa compra proque é mais barato e está ali mais à mão, é até empurrado muitas vezes.
É uma pena que os DVDs de boa qualidade ainda são caros num país em que cultura é supérfluo. DVD barato em quase sempre são só esses de banca de ofertas, e todos sabemos da qualidade destas edições.
Espero que o bluray chegue a tempo e traga uma perspectiva melhor para os colecionadores.
Parabéns pelo post e pelo blog em geral.
agosto 7th, 2009 at 6:10
A única coisa q vejo da UBV são os péssimos videozinhos colocados nos dvds sobre pirataria. Se não tem poder, não vai mudar a qualidade "Brasil" dos dvds nem acabar com a pirataria então pra q serve? Só pra fazer pesquisa? Sinceramente… As locadoras continuam fechando, os camelôs aumentando, o povinho comprando pirata e por aí vai, quem tem q resolver isso é o governo botando bandido na cadeia com policia honesta
agosto 7th, 2009 at 6:38
Ou seja: União da Baboseira dos Vídeos.
Fazem nada, enrolam e enchem o saco com campanhas inúteis. Estão tão ou mais perdidos que a própria indústria que não sabe o que faz.
Não entenderam ainda que pirataria se combate com qualidade.
agosto 7th, 2009 at 4:12
Parabéns ao Jotacê por sempre conseguir material exclusivo para nós leitores.
Bom ver que a sra. Tânia Lima percebeu que o mercado de venda direta existe e é forte. Pra quem dizia que "lugar de filme é na locadora. Não é na livraria, não é no magazine" já é um grande passo.
Esse negócio de tributos para a Ancine é só mais uma comedeira de dinheiro pra sustentar órgãos que não fazem absolutamente nada para a população, além de tornar a vida de empresas e consumidores um inferno. Mania de cobrar taxa, imposto e contribuição sobre tudo neste país! Já tava na hora de acabar com essa marmelada, mas como ninguém quer largar a boa vida, nada muda.
Quanto à campanha contra a pirataria, é preciso que a sra. Tânia entenda que ser polêmico é uma coisa, ser de mal gosto e atentar contra a inteligência do consumidor é outra. Essa campanha erra o alvo, erra a dose e por isso não funciona. Não adianta insistindo nessa abordagem negativa, porque quem compra DVD pirata simplesmente vai ignorar a campanha. O certo é tratar o consumidor como seu aliado, reforçando positivamente o ato de se comprar produtos originais, e não tratá-lo como um possível criminoso. Essa postura só faz com que a iniciativa da UBV soe antipática e corporativista aos olhos da população.
agosto 7th, 2009 at 11:04
Seus comentários foram sensacionais. Refletem bem o que penso. Só não percebi grande evolução no pensamento da sra. Tânia em relação ao post mencionado no blog clássico.
agosto 7th, 2009 at 11:11
Realmente a conclusão que eu posso chegar é que o foco do trabalho da sra. Tânia continua sendo exclusivamente o mercado rental. Se houvesse um pouco de atenção à fatia de mercado que compra produtos originais, ela não sairia com essas pérolas:
- "(…) distribuidoras, que tem tido um papel pro-ativo na solução de problemas, que são pontuais e em quantidade inexpressiva."
- "O público de DVDs que consome produtos originais, muitas vezes também consome produtos piratas, isto é fato."
Sugiro à sra. Tânia que coloque o blog do Jotacê nos favoritos no seu navegador (se é que ela também navega pela Internet além de responder e-mails), para conhecer um pouco os verdadeiros anseios e críticas dos colecionadores brasileiros, que têm sua voz tão bem representada aqui.
Por último queria só reforçar o comentário acima –> "pirataria se combate com qualidade". O caminho é esse, já que a leniência de todas as esferas de repressão governamental com o problema é inacreditável.
agosto 7th, 2009 at 12:24
Muito boa a entrevista!
Só dois comentários:
Tânia: "Neste período também, digamos que de 2007 prá cá, o aumento de consumidores que compram e colecionam DVDs aumentou e muito"
Eu: Sera que as distribuidoras sabem disso? Então porque não capricham nas edições para venda?
Tânia: "Como a Condecine registro (Tributo pago à Ancine) das séries são cobradas “por capítulo”
Eu: Porque não se muda isso, então? Porque não por temporada completa?
agosto 7th, 2009 at 13:29
O Ing matou a pau. É isso aí que eu penso também sobre a maldita campanha. O "falem mal mas falem de mim" já era, hoje em dia não cola mais.
agosto 7th, 2009 at 13:30
Pelo que a Tânia comentou nos e-mails que trocamos, ela é leitora do BJC sim!
agosto 7th, 2009 at 10:38
Bem interessante essa entrevista JC. Mais uma vez meus parabéns pelo conteúdo.
A sra Tânia, reconheceu que há um forte mercado para vendas mas essa entrevista me pareceu que a UBV existe mais como um apoio às locadoras. A explicação dela para ter vídeos anti-pirataria em dvd's originais não me convenceu. Se, como ela disse, quem compra original também compra pirata é devido aos altos preços praticados no mercado nacional. Pois tenho certeza, que quando o original baixa de preço as pessoas deixam de comprar o pirata. Acredito que os filmes vendidos a R$12,90 nas Americanas não devam fazer muito sucesso entre os piratas, até porque eles vendem principalmente filmes mais recentes.
Ela falou de um outro imposto que eu não sabia que existia, o que mais uma vez prova estamos refém de um governo que só faz arrecadar para bancar salários de pessoas que não fazem nada do que deveriam.
Como o Fulvio disse acima, Não entenderam ainda que pirataria se combate com qualidade.
Forçar quem comprou um produto original a assistir uma propaganda tosca sobre pirataria não é o caminho. Talvez se essa propaganda tivesse só em dvd's rental faria um pouco mais de sentido. Pois ali ainda não houve aquisição do dvd original por parte de quem assiste.
Fosse mesmo uma União Brasileira de Vídeo, interferiria junto às Majors para mostrar que é preciso de distanciar dos produtos piratas para que haja interesse na aquisição do produto original. Coisa que a FOX não entendeu. Ou finge não entender com suas embalagens de camelô.
E se as reclamações aparecem para a UBV eventualmente, acho que é a deixa para que quando encaminharmos reclamações para as distribuidoras adicionarmos o e-mail da UBV para ver se obtemos ajuda na nossa luta diária .
agosto 7th, 2009 at 14:00
Pois é. É a situação toda do país que contribui para prejudicar os lançamentos em dvd.
É o povo querendo lucrar comprando e vendendo dvds piratas. É o governo mais uma vez sugando o contribuinte.Tudo isso é prejudicial.
A UBV mostrou-se mais atenta às questões de pirataria e locação do que com a triste situação de decadência em que vive o mercado de vendas de dvds do país.
Aparentemente os únicos para defender os nossos direitos de colecionador somos nós mesmos.
Por isso que devemos continuar e, cada vez mais firmes, com campanhas de protesto como #NaoCompreWarnerBR, abaixo-assinado contra a Fox e seus slims e outras que aparecerem!!!
agosto 7th, 2009 at 14:13
"Tânia Lima – A polemização foi fundamental para a divulgação da campanha. Tudo o que é morno é morto, não marca, é esquecido.
O público de DVDs que consome produtos originais, muitas vezes também consome produtos piratas, isto é fato, mas o que deve ser ressaltado é que o projeto não foi desenvolvido tendo como escopo apenas a inserção dos filmes nos DVDs. A campanha foi altamente divulgada nas salas de cinema de todo o país através de uma ótima parceria que tivemos com a FAC – Fórum do Audiovisual e Cinema, que teve um empenho fortíssimo na divulgação. Tivemos também parceria com as TVs, aberta e a cabo. Enfim, a divulgação foi ampla para atingir ao maior número de consumidores possíveis."
Idiota. Nenhum cinefilo colecionador compra pirata, baixar só em ultimo caso de raridade.
agosto 7th, 2009 at 14:25
na verdade não me esclareceu muita coisa. eu por exemplo gostaria de saber porque dos preços infames e pela qualidade baixa em coisas que colecionadores compram. existem muitos filmes que eu prefiro baixar da internet do que comprar, afinal, pra que perder meu tempo comprando algo lavado …
se é pirataria, sinto muito, eu não vou pagar por algo que não vale a pena…
dificilmente tenho um dvd em mãos que digo "putz, esse valew meeeesmo a compra", a maioria é só por coleção mesmo
agosto 7th, 2009 at 15:27
O Ingsoc tirou as palavras da minha boca!
agosto 7th, 2009 at 12:37
Tudo que eu ouvi foi que se dane o consumidor principalmente no caso das series.Quer dizer porque então essas produtoras lançam as series no mercado se basicamente um monte de vezes elas vão parar no meio e que se dane quem comprou e vai ficar com a coleção encompleta é ai que o pessoal começa a ficar com o pé atras e quando lançam a primeira temporada de alguma serie ninguem vai comprar.Se as produtoras penssassem nesses colecionadores e tivessemos produtos dignos no mercado e tivessem um esforço de respeitar o colecionador e não parar series no meio mesmo perdendo um pouco de dinheiro tenho certeza que o cenario mudaria pirataria se combate com respeito ao consumidor e produtos bons no mercado
agosto 7th, 2009 at 12:50
Pirataria é no momento um caso bem sério….. eu vejo sempre na Av Paulista… muitos camelôs em varias esquinas e até na frente da Fnac vendendo varios titulos todos lançamentos …. e em cartaz no cinema…. e o pior muita gente compra mesmo… leva 5 filmes por 10 reais.. se as pessoas consomem o produto.. e a venda é livre..até na Av Paulista… até na frente da Própria Fnac e o estabelecimento não toma nenhuma providencia… Tudo que posso dizer é que existem pessoas com ética que não compram e outras que não se importam com nada. Enfim nosso país é dificil viver todos os dias….. e sinto que isso não vai mudar nunca. E a UBV não vale mais nada… se for pra perturbar nos dvds de sell thru… melhor nem existir.
agosto 7th, 2009 at 17:23
Parabens Jotace pela entrevista exclusiva!____Agora realmente a UBV tinha que se centralizar era na qualidade dos produtos que aparecem no mercado de Home e Video pois a maioria das pessoas nao adquirem produtos com pessima qualidade, parecendo praticamente piratas, caso Fox.
agosto 7th, 2009 at 17:37
Porque será que é difícil esse pessoal das produtoras e entidades superiores entenderem que os colecionadores devem ser tratados como um caso a parte, com a devida atenção? Poxa, não queremos produto sem som 5.1, sem extra, com imagem mutilada, embalagem porca. Se quiséssemos compraríamos produtos piratas! Chega a cortar o coração comprar um dvd simples aqui quando sabemos que poderíamos ter um duplo como em outros países. E essa senhora certamente não coleciona dvds, por isso apenas está pensando no lucro das locadoras.
E as locadoras também não fazem pressão alguma pra ter um produto melhor. Aceitam pagar mais de 100 reais em discos sem extras algum, com imagem mutilada! Se fosse pra ser assim, então pra que ter evoluído do VHS?
agosto 7th, 2009 at 17:56
Se eu lembrasse de toda vez que vou escrever pro Blog, escrever no word pra depois passar pro Blog..não perderia minutos preciosos como perdi hoje
Difícil escrever exatamente o que havia escrito antes, mas vamos lá, o início era assim: ( pena que só salva a 1ª linha )
De qualquer modo, essas entrevistas sempre nos mostram algumas coisas, boas ou
ruins.
“O público de DVDs que consome produtos originais, muitas vezes também consome produtos piratas, isto é fato”.
O público que “consome” DVDs originais e muitas vezes consomem produtos piratas, deve ser o publico que ainda ( existe? ) aluga DVDs, porque COLECIONADOR NÃO COMPRA DVD PIRATA!
Que existem pessoas que compram os “piratas” todo mundo sabe, todo mundo vê, e eles continuam comprando, afinal, ta cheio de barraquinhas nas esquinas.. Alguma coisa acontece? Não, assim como não acontece nada com várias outras pessoas que fazem tantas coisas erradas nesse país. Mas como o problema disso tudo é “muito mais embaixo”, como diriam algumas pessoas…..vamos voltar ao assunto do Blog…
Tributos cobrados por “capítulos”, dessa eu nunca fiz idéia! Dá pra imaginar o tamanho do problema.
Agora qdo um colecionador pensar em comprar uma temporada de alguma série, tem que pensar muito:
-é série de sucesso?
-vai continuar fazendo sucesso? ( como saber? )
Como se já não bastasse perder a qualidade que algumas séries e filmes tem no lançamento, como uma luva, um digipak, (muitas séries são despadronizadas depois de certo tempo, assim como edições de filmes tbm ), ainda teremos que nos preocupar com os tributos, que podem simplesmente nos deixar sem aquela série que gostamos tanto, ou sem aquele filme.
Se por acaso dei a impressão que estou defendendo as produtoras em não lançarem algo por conta do tributo, não, não estou defendendo, apenas constatando algo, em cima da informação recebida. Afinal, ninguém aqui trabalha pra ter prejuízo né. Mas sim, é bem o que já foi comentado, se é uma série que não vai ter continuação, melhor nem lançar…
Nem vou falar sobre avisar o público da não garantia de continuidade nos lançamentos, pq aí ninguém ia comprar mesmo, ou talvez alguém opte por comprar sabendo que corre o risco de não ter as próximas temporadas na coleção. Opção de cada um né..
Será que faz diferença reclamarmos com a UBV ao invés de diretamente com as produtoras/distribuidoras?
É pq, depois de “quando alguma reclamação eventualmente aparece”…e… “quantidade inexpressiva”, chego a pensar que devemos mudar nosso “método de reclamações”.
Quem sabe encaminhar a ambos, produtoras e UBV, faça uma diferença maior.
Algumas coisas na entrevista me deixaram em dúvida, aí fui conhecer melhor o site da UBV .
E uma coisa realmente me espantou:
Eu não sabia que locadoras chegavam a trabalhar com VHS e ou DVDs piratas!!!
Nunca vi isso!!
Acho que falta comentar algo escrevi pela manhã, mas agora não lembro o que era…
Depois eu volto :p
( isso sem falar que meu comentário tá "meio estranho", confuso , sei lá :p )
agosto 7th, 2009 at 17:56
O q é essa porcaria de Condecine?Q por*a é essa?
Mais um meio pra fazer "artistas" mamarem nas tetas do estado?
O q q é isso?
Mais uma vez nos ferramos por causa de carga tributária!
O cinema argentino é bem melhor q o nosso e parece q nem lá tem essas taxas!
Só no nosso querido Brasil mesmo!
Todo mundo que compra DVD original compra DVD pirata?
De onde a Sra.Tânia tirou isso?
A campanha anti-pirataria tem q ser divulgada (com temas publicáveis,o q não é o caso no momento) em outdoors nas principais avenidas das capitais e grandes cidades e não ficar dando murro em ponta de faca nos discos originais!
Já q a UBV "atua" na esfera política,pq não tenta ao menos sugerir mudanças nas taxas da Condecine?
agosto 7th, 2009 at 18:03
Ou seja eles ajudam a interromper séries por aqui!!
Po por capitulo?? Cobra por temporada, ou até nº de discos!!
E depois, parece que eles só querem combater a pirataria… se fizessem ediçoes diganas seria muito mais facil combatela!!
Claro lançando para o povo por 12.90 (até papelão é aceitavel pra eles) e uma edição com extras/ brindes e outras coisas pra nós colecionadores!!
OFF: Jotace estava reouvindo o 2º Jotacast e me bateu uma duvida… vc conseguiu assistir Happy Feet na saraiva digital??
agosto 7th, 2009 at 19:47
Hum…
Só que no Canadá os direitos dos consumidores valem mais,pois os dvd's de venda direta são mto mais bem acabados do que aqui,fora os itens de colecionador q nem chegam por aqui…
Queria saber o q é feito com essas taxas do Condecine,pois por ano apenas uns 5 filmes brasileiros no máximo fazem bilheteria.
Essas taxas da Condecine são tão absurdas,como várias outras tributações do nosso Brasil varonil,q chegamos ao cúmulo de filmes como Cidade de Deus e Tropa de Elite serem lançados antes na Europa do no Brasil em Blu-ray!
Ou seja Ancine é tão boa,mas tão boa,q vale mais a pena para os produtores conseguir direitos de distribuição internacional para os filmes!Ah,a burocracia deve ser menos complicada tb,pois lá fora eles sabem respeitar e admirar todos os tipos de cultura!
Parabéns Ancine!
agosto 7th, 2009 at 21:20
a Ancine não só apoia a produção brasileira como também sua divulgação no exterior, através de apoio a festivais e tudo mais (onde inclusive esses filmes podem conseguir acordos de distribuição para cinema e DVD).
quanto ao não-lançamento desses filmes em BD por aqui, é mais (falta de) vontade das distribuidoras (nesse caso, a Europa Filmes e a Universal, respectivamente), ainda mais porque BD tá começando por aqui, ainda não tem um mercado tão grande para compensar o investimento no lançamento nesse formato (principalmente por causa dos preços das HDTVs e dos tocadores – apesar que com a Copa do Mundo do ano que vem as HDTVs vão vender muito, independente do preço)
agosto 7th, 2009 at 19:12
a Condecine ajuda a financiar a Ancine, agência principalmente de fomento e incentivo ao cinema brasileiro (praticamente todos os cartazes de filmes brasileiros hoje em dia têm o logotipo da Ancine, uma vez que teve uma certa contribuição dela no financiamento do filme).
no Canadá também existem órgãos e políticas governamentais desse tipo (apesar de também existirem as cotas de conteúdo canadense em praticamente qualquer canal de TV por lá, e por mais que existam muitos programas bons vindos de lá, também existem tosqueiras feitas só pra cumprir as cotas)
agosto 7th, 2009 at 22:52
Creio que o nicho de colecionadores é muito subestimado pelas distribuidoras nacionais.
Não sou um expert no assunto, muito embora tenha começado a colecionar dvds importados por volta de 1994.
Entre meados nos anos 90 até 2001, percebi que muita coisa legal foi lançada por aqui, mas aos poucos o mercado foi ficando murcho murcho…
Hoje em dia compro muito mais blu-rays e dvds importados do que nacionais, fato que indica um declínio do mercado nacional.
Será que as distribuidoras nacionais não conseguem perceber que elas estão cometendo uma espécie de suicídio??
Esta é a minha modesta opinião.
agosto 7th, 2009 at 22:55
Hellenita, não está estranho não!
Entendi e concordo em gênero, número e grau com a sua opinião!
agosto 7th, 2009 at 22:58
Há uma pergunta que não foi feita e que eu faria: Blu-ray no Brasil, quando? Importar da Amazon tá acabando comigo… :S
agosto 7th, 2009 at 23:20
Estão vendo, escrevi escrevi, e nem expliquei:Estão vendo, escrevi escrevi, e nem expliquei:
Hoje cedo, escrevi praticamente um livro, mas bati numa "maledita" tecla aqui e perdi tudo….., por isso meu comentário anterior começou como começou :p
Fiquei tão desanimada que só fui reescrever depois do almoço….
E no comentário acima faltou:
A campanha contra pirataria choca sim, mas choca o público alvo errado.
Eu acredito, pela quantidade de locadoras que vejo fechando, que este "mercado" está em decadência, aí me pergunto, pq nós colecionadores não temos uma atenção maior, nem das produtoras/distribuidoras e nem da UBV?
agosto 7th, 2009 at 23:20
Estão vendo, escrevi escrevi, e nem expliquei:
Hoje cedo, escrevi praticamente um livro, mas bati numa "maledita" tecla aqui e perdi tudo….., por isso meu comentário anterior começou como começou :p
Fiquei tão desanimada que só fui reescrever depois do almoço….
E no comentário acima faltou:
A campanha contra pirataria choca sim, mas choca o público alvo errado.
Eu acredito, pela quantidade de locadoras que vejo fechando, que este "mercado" está em decadência, aí me pergunto, pq nós colecionadores não temos uma atenção maior, nem das produtoras/distribuidoras e nem da UBV?
agosto 7th, 2009 at 20:24
Para mim no caso das series quem deveria ter sua conta em risco seria as produtoras não o consumidor ficar penssando meu deus vou comprar essa serie mais não vou ter a coleção completa ou lança e se propõe a lançar até o final e correr o risco ou se é para fazer isso não fica lançando um bilhão de series que podem não ter as proximas temporadas e deixar o consumidor ná mão.Se os caras não penssassem só no lucro não teriamos esses problemas graves de pirataria e honestamente na maioria das vezes é má vontade das produtoras mesmo o caso the the west wing por exemplo os caras lançaram 6 temporadas e só falta lançar a 7 agora me fala tem explicação isso uma temporada pra lançar depois de 6 serio taxa da ancine o caramba é má vontade mesmo.
agosto 8th, 2009 at 22:09
Outra coisa, essa semana foi promulgada uma lei q diminui impostos sobre CDs e DVDs, em um lugar civilizado(q não é nosso caso) isso se traduziria em diminuição de preços.. Só quero ver…
agosto 8th, 2009 at 22:14
Não é só a pirataria q está matando as locadoras, mas também essa p*taria chamada mercado rental, q obriga as locadoras a pagar 120 reais por um DVD q pra dar algum lucro terá q ser alugado pelo menos 50 vezes, sendo q nesse meio tempo o DVD já vai estar nas Americanas por 39,90. Não vi nenhuma palavra da dona Tânia contra essa aberração.. Logo ela q se diz uma defensora das locadoras…
agosto 9th, 2009 at 8:54
Sobre essas campanhas antipirataria da UBV, vou deixar pra consulta dois links esclarecedores, que esclarecem vários equívocos e mentiras (até sob o ponto de vista jurídico) propagadas pelas mesmas. Ressalto o segundo onde o prof. Túlio Vianna desmistifica alguns mitos sobre a pirataria (ver especialmente o item 4).
http://www.conjur.com.br/2007-ago-20/download_filmes_livros_uso_privado_nao_crime?pagina=3
http://forum.gamevicio.com.br/index.php?topic=51508.0
agosto 9th, 2009 at 9:02
Locadoras brasileiras pagam o dobro do preço médio mundial de DVD
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=66657&codAplicativo=2
(…)
Durante a discussão, cujo objetivo é recolher subsídios para a votação de anteprojeto de lei de combate à pirataria, o senador Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) também analisou a questão dos preços.
- É a gulodice que é demais: os produtos são caros e ainda somos vistos como colônia para as indústrias externas; devemos respeitar o direito à patente, mas a grande indústria explora o consumidor brasileiro – afirmou Geraldo Mesquita.
Também na opinião do senador pelo Acre, a indústria e os distribuidores devem contribuir com o combate à pirataria de várias formas e uma delas está relacionada ao preço dos produtos.
O presidente da ABV citou o caso da Argentina, onde os filmes são vendidos pelos distribuidores aos locadores pela metade dos preços cobrados no Brasil.
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agosto 10th, 2009 at 13:26
O ponto alto da entrevista (mais uma vez tá de parabéns o JC) foi quando a mesma explicou um dos motivos pra que se descontinuassem as séries e deixassem de lançar alguns filmes que só saíram lá fora e estão fora de catálogo.
Essa dos filmes saírem de catálogo sempre foi uma jogada de algumas (como a Disney) de fazer com que seus lançamentos supervalorizassem (daí as edições limitadas, mas em 5 anos os caras precisam pagar pra continuar produzindo, não sabia que chegava a esse ponto).
Infelizmente a mentalidade das distribuidoras HOJE no Brasil é de investir somente em lançamentos (e por lançamento eu quero dizer o filme que acabou de sair nos cinemas, seja em DVD ou Blu-ray, e que está saindo no exterior). Muitas vezes acabam nem lançando por aqui, ou com bastante atraso. Provavelmente os caras economizam royalties por ex. ao não comprar todos os extras…
O Blu-ray, ao contrário do que diz a entrevista, pode ser copiado sim, e da mesma forma que o DVD, com os programas corretos (o AnyDVD-HD é um) mas como é uma mídia mais complicada de ser mexida (e mais cara, tanto é que a mais barata que eu já vi custava R$ 20-25 no Mercado Livre), dificilmente irá pegar tão cedo por aqui.
Isso porque R$ 20 é nada menos que 20 vezes mais caro que um DVD-R (chega a ser muito mais caro até que o tocador de Blu-ray, digamos que ele custe R$ 1 mil e um player de DVD custe R$ 100, isso seria 10x mais caro, não 20).
Isso acaba sendo um enorme entrave. Anos atrás a mídia era bem mais cara que isso, e se até hoje é difícil achar DVD gravável de dupla camada, se nem ele vende direito, que dirá o BD-R.
Daí é que um sistema de venda dos filmes por meio de downloads poderia vingar (eu considero a venda por mídia física algo sem futuro), se tivéssemos uma internet rápida e de qualidade, no Brasil e exterior, sem essas palhaçadas que fazem de limitar tráfego, zoar a conexão BitTorrent e querer obrigar os provedores a fazerem papel de polícia). Mas ainda estamos a anos-luz disso, então, enquanto tudo isso não for aprimorado (e os preços caírem como deveriam), as mídias físicas devem continuar.
E vejam vocês que no site da Saraiva os caras começam a vender dessa forma (downloads), mas cobram exatamente O MESMO PREÇO QUE O DVD ORIGINAL!
E pior, o arquivo tem geralmente 1 GB e com alguma limitação (DRM?), ou seja, o original em DVD tem 4 ou 5 GB (que você às vezes dá sorte e acha pra baixar de graça) e os caras comprimem e ainda querem cobrar o MESMÍSSIMO PREÇO do DVD que vem com embalagem, mídia, etc! É sério, passem lá que vocês vão ver o absurdo.
Até no primeiro mundo isso já é realidade, paga-se uma mensalidade e é possível escolher vários títulos pra alugar ou comprar (sem entrar no mérito da qualidade), aqui na malandragem querem sugar até o último centavo.
Também achei interessante ela comentar que o consumidor mudou com relação ao mercado de rental, ele agora prefere (a um preço bem menor do que da época que não existia o DVD) comprar o filme, que realmente baixou significativamente mais de preço.
Naquela época uma fita VHS original custava caro, digamos que ela custava R$ 60 e a locação era R$ 1 a 3, hoje tem locadora que cobra R$ 5 quando o DVD pode ser achado a R$ 10 ou 15 por aí. Então de 1/40 passou pra 1/2 ou 1/3 do valor…
Tem uma locadora aqui perto que aluga cada disco da temporada a esse preço, supondo que fossem 6, seriam R$ 30 o aluguel.
Eu já vi em promoção esse mês um box de seriado por R$ 40. Preços que jamais eram praticados nos ainda bons tempos do mercado de vídeo (2002 até 2005). Nessa época eles cobravam sempre (mesmo muito tempo depois de lançados) R$ 150 num único box.
E ainda tinha um agravante, na época do videocassete poucas pessoas sabiam copiar uma fita, eu mesmo fazia isso ao ligar dois aparelhos com algumas que tinha, e, até hoje, um VCR custa mais caro que um aparelho de DVD. Uma fita VHS virgem também custava mais, quer dizer, era algo que poucas pessoas faziam, e fitas piratas em locadoras eram bem mais raras. E mesmo a cópia não ficava perfeita. Ah, as limitações do VHS eram absurdamente maiores que as do DVD.
Realmente a situação de uma locadora, com o custo de vida do “BRAZIL” é bastante difícil, muitas já fecharam não somente devido à pirataria que gostam de esbravejar, mas à essa mudança que é inevitável no mundo de hoje. Se a locadora não pode sobreviver cobrando R$ 1 ou 3 por filme, ela deveria mudar de ramo, ou inovar e fornecer outros serviços agregados (como as bancas de jornal fazem), e começar a vender também, não só alugar.
Agora já pensou, cobrar R$ 120 por um filme, ou R$ 250 numa temporada de um seriado?
Enfim, é muito fácil jogar a culpa no consumidor e na pirataria. A UBV não é capaz de ver nos outros senão os vícios que carrega em si mesma.
É como disse o fundador do Partido Pirata sueco:
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“O modelo de negócio das gravadoras ficou obsoleto. Basicamente, o negócio delas é transportar informações de um lado para outro, usando discos como meio. Acontece que esse serviço perdeu o valor, pois agora qualquer pessoa pode transmitir e receber informações digitais via internet.
Se as gravadoras conseguirem mudar e oferecer alguma coisa que tenha valor dentro da nova realidade, vão sobreviver. Caso contrário, vão acabar – da mesma maneira que, ao longo da história, setores inteiros da economia foram extintos pela chegada de uma nova tecnologia.”
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“Se o serviço que você está oferecendo é bom, não deveria precisar de proteção legal como a lei de direitos autorais.”
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agosto 14th, 2009 at 21:20
Estranho mesmo Cesar essa segunda frase citado por você.
Acho que o público que consome piratas, ocasionalmente consome originais…:P
agosto 14th, 2009 at 21:21
Esse é o absurdo dos absurdos mesmo!!!!
Apenas a Warner não pratica esse abuso aki.
Ha, pelo menos algo de bom ela faz….
janeiro 26th, 2010 at 16:10
Meus amigos, sou funcionário de um dos Ministérios em Brasília e conheço bem a máquina. Essas coisas são meio caixa-preta e decididas entre quatro paredes de algum gabinete. Geralmente, em nível de diretoria ou superintendencia. Cargos que, neste Governo, são ocupados por pessoas que não são da casa. Política, em resumo. O que posso ajudar é dar algumas informações, mas vocês é que têm de ir à luta. Não tenho como fazer isso sem meu prejuízo. O Condecine é uma grande tolice. Não faz nada, não promove nada, nem cumpre as próprias diretrizes. Ou seja, é uma grande fonte de receita para… nada. Dizem nos corredores de Brasília que a receita é um extra para ser remanejado para outros lugares em casos de necessidade, partidos, governo ou alguma pasta necessitada.
janeiro 26th, 2010 at 16:11
Se há alguma coisa que pode ser feita é uma pressão no Congresso, para adoção de novas regras, como taxação por temporada, ao invés de capítulos, p.ex. É preciso entender que o que está prejudicando a vida dos colecionadores não é só produtoras, mas um "Zé Maria" da vida, que fica ocupando uma cadeira nesses órgãos, para fazer nada e não deixar ninguém fazer. É como o cachorro de São Pedro, não entra no céu e não deixa ninguém entrar. Favor não divulgarem esse meu comentário fora daqui. Desculpa, se tem algum José Maria aqui, mas essa é a expressão usada lá. O bizú é ir ao congresso ou no ministério responsável pelo condecine e cobrar, cobrar, cobrar e cobrar resultados. Entreguem todas as reclamações lá, por escrito. Brasília só funciona na pressão.