“Outra Vez – Ao vivo no estúdio” – primeiro registro ao vivo do cantor Ritchie, marcando seus 26 anos de carreira-solo – entra para a história do home video brasileiro. Além do CD e DVD, a apresentação em HD é o primeiro Blu-ray 100% nacional. A gravação traz seus maiores sucessos, releituras especialíssimas, além de duas músicas inéditas: a canção título, “Outra Vez”, parceria com Arnaldo Antunes e “Cidade Tatuada”, com letra de Fausto Nilo.
O diretor de cinema, Paulo Henrique Fontenelle, captou as imagens da gravação em alta-resolução (FullHD 1080p) e acrescentou aos extras o documentário, “A Vida Tem Dessas Coisas”, contando a trajetória do artista desde a infância até os dias de hoje. Nesse documentário há depoimentos de novos e antigos parceiros como: Bernardo Vilhena, Lobão, Arnaldo Antunes, Lauro Salazar e Steve Hackett, entre outros. Há ainda um “Making of”, dirigido por Bernardo Mendonça, sobre os bastidores da gravação.
Ritchie fala com exclusividade sobre os detalhes deste trabalho na entrevista abaixo, concedida gentilmente via e-mail.
Blog do Jotacê – Além do CD e do DVD, como surgiu a ideia de lançar “Outra Vez” também em alta definição?
Ritchie - O estúdio onde gravamos no Rio (Visom) já tinha cameras FullHD para registrar a performance da banda e uma sala de autoração de Blu-ray. Quando vi a qualidade das imagens pensei imediatamente que seria legal levar esta mesma qualidade até o consumidor. A oportundade de inovar com esta nova tecnologia foi também por motivos estratégicos. Com isso foi possível criar um diferencial para nosso produto.
BJC – Como você vê o mercado de Home Video (especialmente shows) hoje no Brasil? Como um artista pode lidar com a pirataria de sua obra, focando no fã colecionador do produto original?
Ritchie - O Brasil já é um dos maiores mercados mundiais no consumo de DVDs musicais. Por isso mesmo – e pela falta de um serviço alternativo com a Netflix, bem disseminado nos EUA – a pirataria no Brasil tem se tornado um problema grave, em função do baixo poder aquisitivo de uma grande fatia da população. Felizmente, ainda não há como piratear o Blu-ray mas, em compensação, ainda é um produto para poucos, devido ao custo elevado dos aparelhos e dos próprios discos. Mesmo assim, conseguimos oferecer nosso produto a um preço bem abaixo do similar importado. De um ano pra cá, os aparelhos cairam de preço em quase 60% e tendem a cair ainda mais em 2010. No final das contas, nossa meta é chegar na maior número de ouvintes/espectadores possível. Hoje em dia, é preciso pensar lateralmente e não apenas nos lucros imediatos.
BJC – O seu Blu-ray é o primeiro a ser produzido pela Microservice no Brasil, e também é o primeiro 100% nacional (totalmente captado, editado, autorado e replicado no país). Os exemplares que estão nas lojas já foram replicados aqui?
Ritchie – Nosso Blu-ray teve uma primeira tiragem promocional, ainda pequena, que foi fabricada na Alemanha mas, a partir de novembro do ano passado, quando a Microservice inaugurou a fábrica nova em Manaus, nosso Blu-ray se tornou o primeiro produto do gênero 100% brasileiro, inclusive na fabricação.
BJC – Você já afirmou no seu Twitter que o preço do Blu-ray deve ser o menor possível para se popularizar mais facilmente. O que você pensa sobre futuro do Blu-ray no Brasil?
Ritchie – Eu me surprendi com o crescimento de interesse pelo Blu-ray no Brasil. A própria Microservice, que inicialmente pensou em uma tiragem inicial bem modesta, quadriplicou esta tiragem na edição inicial do nosso produto. Já vamos para a segunda edição do Blu-ray, seguindo a tendência da venda do DVD, que já vai caminhando para a terceira edição. O CD também vem sendo muito bem procurado, nas lojas, no meu site e nos shows, o que é outra agradável surpresa para nós.
BJC – Quais foram os equipamentos utilizados para gravação do vídeo e do áudio desta apresentação?
Ritchie – Foram utilizados tecnologias de ponta em todas as etapas da gravação e captação de imagens, desde os microfones da marca Blue, passando pela mesa digital Euphonics System-5 e técnicas de re-amplificação dos instrumentos na fase de pós-produção. O resultado foi uma gravação de qualidade invejável.
BJC – Por ser um material captado em alta definição, a produção teve algum cuidado especial com o cenário ou maquiagem diferenciada? Nos conte alguma curiosidade sobre a inovação e este desafio.
Ritchie – Devido à resolução alta de captação das imagens, onde cada detalhe (e defeito) tende a saltar aos olhos, foi usado uma maquiagem especial, mais leve do que a usada em gravações de TV, por exemplo. Queriamos um resultado bem natural, como se fosse uma “jam session” no estúdio, não excessivamente teatral, então procuramos não exagerar nesse quesito.
BJC – Qual o seu envolvimento nas decisões sobre os equipamentos utilizados nesse tipo de produção? Você é um entusiasta e acompanha as novidades das novas tecnologias?
Ritchie – Tenho enorme interesse nas novas tecnologias e sempre procurei ser pioneiro na utilização delas em todas as minhas gravações ao longo dos anos. Fui o primeiro artista a gravar com a tecnologia MIDI em 1985, por exemplo. Sempre sigo as novas tendências tecnológicas, na medida do possível, para trazer a maior qualidade ao produto final.
BJC – Além da imagem em Full HD, o seu Blu-ray também possui áudio em alta definição? Quais são as trilhas de áudio presentes na edição?
Ritchie – O áudio foi tudo captado e mixado em 96KHz/24Bits para preservar a máxima fidelidade na fonte. No nosso Blu-ray as opções de áudio são 3: Linear PCM 2.0 96KHz/24Bits (estéreo, sem compressão), Linear PCM 5:1 96KHz/24Bits (surround, sem compressão) e Dolby™ Digital 5:1.
BJC – O Blu-ray possui material adicional (extras)? Estão em alta definição? Quais são eles?
O material dos extras, o Documentário, “A Vida Tem Dessas Coisas” e o “Making Of” foi tudo captado em cameras portáteis de HD mas levou alguns tratamentos nas pós-produção para simular filme super-8 (idéia do diretor Paulo Henrique Fontenelle) para contrastar com a alta qualidade das imagens de estúdio. Optamos também por uma qualidade inferior na captação do áudio para conservar a ilusão de lo-fi nas partes faladas. Gostei do resultado que fez com que a parte musical tivesse um maior destaque.
BJC – Para encerrar: você também é colecionador de DVDs e Blu-rays? Quantos filmes e shows possui na coleção?
Coleciono alguns poucos dvds de curtas importadas (quase toda a série SHORT da Quickband/WB), algumas coletâneas da série Anima Mundi e alguns longas de animação (uma paixão antiga), e muitos dvds musicais, a grande maioria importados. Tenho poucos filmes. Prefiro alugar. Minha coleção é modesta, talvez uns 100 DVDs ao todo. O único Blu-ray que possuo no momento é o meu, mas isso vai mudar muito em breve. Alugo discos Blu-ray, com frequência cada vez maior, de locadoras locais onde já é possível encontrar um boa seleção no formato. Felizmente o aparelho Blu-ray lê todos os formatos anteriores de DVD e CD e, por isso, não há necessidade de mais de um aparelho.
-
Sobre o sorteio:
Além da ótima entrevista acima, Ritchie ainda nos enviou um exemplar do Blu-ray AUTOGRAFADO para ser sorteado aqui no BJC! Não bastasse o seu pioneirismo em alta definição, agora o BD do artista é o primeiro a fazer parte de uma promoção como essa na internet brasileira!
Para concorrer ao Blu-ray acima, você deve seguir as regras abaixo:
1 – Estar cadastrado no IntenseDebate;
2 – Comentar neste post sobre uma música marcante do artista ou alguma curiosidade a respeito de seu trabalho.
O sorteio será realizado quando tivermos um número considerável de comentários relevantes e que respeitem as regras acima.
Agora é com vocês!
---------------
Blu-rays preferidos pelos leitores do BJC (todos com legendas em português brasileiro):
Dificuldades em comprar na Amazon? Visite o nosso Guia de Compras no Exterior!
Posts relacionados:











janeiro 20th, 2010 at 15:43
Não posso participar da promoção… Não conheço ele =/ ou talvez não me lembre de ter ouvido… Que droga hehe
janeiro 20th, 2010 at 15:45
a música menina veneno, é dele.. hahaha
janeiro 20th, 2010 at 15:45
Em 1983 Ritchie lança o LP "Vôo de Coração", que vende mais de um milhão de cópias, capitaneado pelo imenso sucesso de seu hit "Menina Veneno".
janeiro 20th, 2010 at 15:49
é dele??????
janeiro 20th, 2010 at 15:51
Sério? Então eu conheço =D
janeiro 20th, 2010 at 15:53
Excelente entrevista! E um título interessante para ser o primeiro Blu-ray 100% nacional.
Curiosidade sobre Ritchie: ele participou do filme "Running Out of Luck", produzido por Mick Jagger em 1987, como forma de promover o álbum "She's Got The Boss". A estória mostrava um pop star inglês que, ao chegar ao Brasil, era sequestrado por um plantador de bananas. Trazia vários atores brasileiros. Ritchie apareceu em uma cena no aeroporto, com o ator americano Dennis Hopper.
Para completar, nunca foi lançado em dvd, estando apenas disponível em VHS nos EUA e na Inglaterra.
janeiro 20th, 2010 at 15:54
Ele já cantou num grupo de rock progressivo chamado Vímana, ao lado de artistas como Lobão, Lulu Santos e Luiz Simas!
janeiro 20th, 2010 at 16:01
vergonha!!! esse blu ray so pode ter sido feito aqui (autorado, gravado etc) e mesmo assim ta com preço de importado. ja vi que nao vai adiantar nada fabricarem os discos aqui. vai continuar caro do mesmo jeito
janeiro 20th, 2010 at 16:01
Definitivamente "Menina Veneno" e "Pelo Interfone" são suas principais obras! Se esse BD tiver essas duas musicas (e com certeza deve ter) jah vale! Ainda mais em alta definição! Espetaculo!
Espero que ganhe ele!
Valeu
janeiro 20th, 2010 at 16:04
Sempre gostei muito do trabalho do Ritchie. Não só por sua fase solo mais pop, mas também por ser um músico de primeira linha. Tanto n'A Barca do Sol (onde, reza a lenda, ele foi expulso pelo Jacques Morelembaum por insistir em cantar na banda) quanto no Vímana. Esta banda, por sinal, poderia ser uma das grandes do progressivo brasileiro (basta ouvir a música Masquerade para perceber isso) se não fossem as trapalhadas da Som Livre (novamente reza a lenda que o álbum da banda está perdido nos arquivos da gravadora até hoje) e pela pressão feita pelo Patrick Moraz (ex-tecladista do Yes) para fazer a banda estourar (de fato a banda estourou, mas no outro sentido).
Saindo do passado e voltando para o presente, é salutar ver que um artista que hoje não encontra exposição na mídia ainda está na ativa, gravando, tocando, compondo e, mesmo de forma independente, lançando títulos. Sendo esse o primeiro BD 100% brasileiro, espero que sirva de estímulo para que os preços de players e discos caiam mais e que o formato azul seja mais acessível a todos. Parabéns ao Richie pela iniciativa!
janeiro 20th, 2010 at 16:04
Assim como o DruidElf não conheço ele… mas a iniciativa é ótima!
Vou baixar algumas músicas dele pra ver se gosto
janeiro 20th, 2010 at 16:16
Parabéns pela entrevista!
Apesar de tbm não conhecê-lo, é de grande importância pessoas que sentem essa necessidade de se atualizar junto às novas tecnologias, e assim quem sabe outros vejam essa necessidade e assim o formato se multiplique pelo país.
janeiro 20th, 2010 at 16:45
Eu descobri o Ritchie há pouco tempo, numa matéria do Fantástico.
Muito legal descobrir que várias músicas que fizeram parte da minha infância e adolescência, noveleiro que sou
, são de autoria dele.
Menina Veneno é uma das músicas mais tocadas nos Karaokês pelo Brasil. Não há quem não conheça.
E que esse lançamento abra as portas para outros artistas fazerem o mesmo!
janeiro 20th, 2010 at 16:47
O cara parece ser mais informado q as ditribuidoras, impressionante. Tem distribuidora por aqui q chega ao ponto de não investir em blu-ray simplesmente por opinião pessoal
janeiro 20th, 2010 at 16:55
Em 1983 Ritchie atinge grande sucesso com seu primeiro LP, "Vôo de Coração". Mais de um milhão de cópias vendidas com seus hits "Menina Veneno", "A Vida Tem Dessas Coisas", "Pelo Interfone" e "Vôo de Coração". Seu primeiro LP contiua sendo seu maior sucesso.
janeiro 20th, 2010 at 16:59
Eu sou fã do Ritchie desde de menino, toda vez que escuto a musica menina veneno me vem uma mesma imagem na cabeça, eu com meus 6 anos no banco de trás do Del Rey que meu pai tinha indo para um clube que não existe mais em Goiânia, eu colocava minha cabeça na janela e ficava cantando a musica toda, o engraçado era que todo domingo em que iamos ao clube sempre tocava a musica no mesmo local em que passávamos, depois de um tempo é que descobri que meu pai tinha uma fita no carro com a musica gravada. Menina veneno me leva ao passado, eu fico em transe toda vez que a escuto, ela me trás ótimas lembranças de minha infância e de meu pai já falecido e uma certeza que este tempo nunca mais acontecerá e que as lembranças estão muito bem guardadas na minha cabeça.
janeiro 20th, 2010 at 17:00
[youtube _Kv1EtRHDnk http://www.youtube.com/watch?v=_Kv1EtRHDnk youtube]
janeiro 20th, 2010 at 17:01
RITCHIE, é meu apelido há anos mas o meu nome verdadeiro é Richard David Court. Nasci em Beckenham, no condado de Kent, no Sul da Inglaterra no dia 6 de março de 1952.
Durante a minha infância e adolescência, por ser filho de militar, morei em diversos países como Quênia, Dinamarca, Italia, Alemanha, Iêmen do Sul e Escócia, além de várias localidades da Inglaterra.
Estudei em colégios internos, primeiro Tormore School (dos 7 aos 13 anos), Sherborne School (dos 13 aos 19 anos) e depois cursei a faculdade de literatura inglesa na Universidade de Oxford (Magdalen College).
Em 1972, larguei os estudos para tocar flauta numa banda iniciante de Londres chamada Everyone Involved com mais de 20 integrantes.
Fonte: http://www.ritchie.com.br/bio/000014.html
janeiro 20th, 2010 at 17:06
Conheço, mas não participarei da promoção. Prefiro não colar da Wikipédia pra parecer fã de carteirinha, deixo pra quem realmente acompanha o trabalho do cara
Interessante é como ele se mostra mais por dentro da tecnologia e com mais esperança nela que o pessoal das distribuidoras.
janeiro 20th, 2010 at 17:10
Sorteio é sorteio. Que cola da wikipedia é justamente quem não conhece bem o trabalho
)
janeiro 20th, 2010 at 17:14
Existe um blue ray som do barzinho que veio antes desse alguem poderia me explicar onde foi gravado ? queria só saber se é pq não foi feito pra blue ray ou o pq de não ser considerado o primeiro.
janeiro 20th, 2010 at 17:36
Olá, RITCHIE embalou com o tema principal, uma das primeiras telenovelas que assisti na infância: A GATA COMEU!! A música era "SÓ PRA O VENTO" e era tema de Jô Penteado (Christiane Torloni). IMPERDÍVEL!!
janeiro 20th, 2010 at 18:05
Uma musica marcante pra mim é Elefante Branco da época em que ele se juntou com outos artistas no grupo Tigres de Bengala. Recomendo pra quem nunca ouviu.
janeiro 20th, 2010 at 18:14
Nasci na metade dos anos 80, em 85, e esta é a melhor decada da música brasileira na minha opinião e na de muitos, e o Ritchie faz parte da história dessa decada maravilhosa.
Música dele eu vou de Casanova.
"Boa noite rainha, como vai?"
janeiro 20th, 2010 at 18:16
Malandrilsons vocês colando Wikipedia direto aqui hein? Ahaha!
janeiro 20th, 2010 at 18:28
Bruno, acho que é porque o Bluray do som do barzinho não foi todo feito aqui no Brasil. Completamente feito, produzido, fabricado é só esse mesmo do Ritchie.
janeiro 20th, 2010 at 18:29
Essa música é ótima mesmo!!!
janeiro 20th, 2010 at 18:32
O meu foi retirado direto do túnel do tempo da minha cabeça rsrsrsrs, ou será túnel de vento rsrsrsrs
janeiro 20th, 2010 at 18:32
Meus pais sempre escutaram bastante e eu acabei gostando…
Pra ser sincero no começo achava meio chato mas agora que já sou um pouco mais velho, passei a admirar e olhar de uma maneira mais crítica, a partir dai, ele começou a me agradar.
Menina Veneno não tem como ser esquecida, afinal, foi umas das que "pegou" melhor no gosto de todo mundo e acredito existir pouquíssimas pessoas que não lembrem dela. Existem inúmeras outras que marcaram e que até me marcaram também, como "A vida tem dessas coisas", por isso acredito que esse documentário deva ser muito bom.
As pessoas com quem ele já trabalhou não deixam dúvidas, como exemplo Arnaldo Antunes…
Detalhes e curiosidades não sei nada que salte os olhos, nem diferente daquilo que jogamos no Google e encontramos.
Meus pais fariam um ótimo comentário aqui mas dai não seria justo da minha parte.
Acho que é só isso…
janeiro 20th, 2010 at 19:17
Poxa mas isso é bom não? as vezes a pessoa nem tem ideia direito sobre a arte do cara, faz uma pequena pesquisa, começa a ler os comentários, começa a ler sobre o artista e pode até se interessar a comprar o Blue Ray, eu acho válido.
janeiro 20th, 2010 at 19:19
É saquei, mas qual será o processo de produção dele que foi lá fora? é pedir demais né, deixa pra lá. Ritchie o primeiro Blue Ray totalmente nacinal e vamo la´ Brasilllll kkkkk
janeiro 20th, 2010 at 19:37
E que venham mais BD's Nacionais, e de preferência com um preço mais acessível…
Para a promoção:
Acho que falar que ele já trabalhou com Lobão e Lulu, é o suficiente para mostrar o grande artista que ele representa. Sei que fica repetitivo falar, mas Menina Veneno deve ser lembrada sempre.
Aguardarei ansiosamente o sorteio do BD do grande Ritchie
janeiro 20th, 2010 at 19:47
Curiosidade a respeito do seu trabalho? Eu acho curioso que o seu primeiro trabalho (Vôo de Coração) ainda é o seu trabalho mais conhecido e de maior sucesso.
Mas uma curiosidade que eu fiquei sabendo só hoje, pelo blog, é esse entusiasmo que o Ritchie tem pelas tecnologias de áudio e vídeo. Claro, de áudio é até normal que ele tenha, afinal, trabalha em estúdio há anos. Mas eu não fazia idéia que ele estava por dentro das novidades no quesito Blu-ray e que, inclusive, já "migrou" para essa mídia dentro de casa, na medida do possível.
E isso é muito importante, pois se ele não fosse um artista que se importasse com isso, possivelmente ainda não teríamos um Blu-ray 100% nacional. Precisamos de mais artistas e pessoas assim para o raio azul se firmar ainda mais aqui dentro do país!
janeiro 20th, 2010 at 20:32
>> a pirataria no Brasil tem se tornado um problema grave, em função do baixo poder aquisitivo de uma grande fatia da população. <<
Ele queria dizer que é problema sim, mas para os ricos. E as arregalias que conseguiram no estado "democrático", com super direitos… Para os pobres acaba sendo uma solução. Numa mesma frase ele misturou interesses difusos entre pobres e ricos, hehe. Ou seja, pra uns é problema, para outros a solução.
Mas e aí JC, entrevistando até o Ritchie, hein! Tá com tudo hein, meninão!
janeiro 20th, 2010 at 20:40
Na verdade, se vc for ver, o rico e pobre vêem a pirataria de forma diferente. É na verdade um 'cabo de guerra' entre interesses difusos de ricos e pobres: os ricos querendo difilcutar (ou mesmo impedir, construindo muros altos e guaritas com homens armados) o acesso do pobre ao seu "bem autoral" ou "propriedade intelectual" e os pobres querendo acesso facilitado o mais possível á esse "bem". Essa guerra é que forma o centro de tudo. Longe de moralismos e leis/direitos (que os ricos colocam no parlamento).
Por isso q isso nunca será resolvido, pq os interssses são difusos e ng quer ceder. Os ricos q tem o poder de ceder para com isso tentar ver como resolve o impasse. Mas eles não querem, se agarram á velhas dicotomias e perpetuam isso. E se lançam dos mesmos discursos de sempre. Vamos morrer e estes discursos (e o problema que o acompanha) ficarão.
janeiro 20th, 2010 at 21:12
parece que ele conhece bem os aspectos técnicos de áudio e imagem. bom ver isso num artista, mesmo eu nao gostando.
janeiro 20th, 2010 at 21:30
Apóio toda a iniciativa de divulgar cultura e entretenimento de qualidade. Isso deveria ser divulgado pra mais blogs e sites.
janeiro 20th, 2010 at 20:08
Recordo-me muito bem do sucesso que ele fez no início dos anos 80.
O engraçado é que a primeira música que aprendi no violão foi Menina Veneno, quando eu tinha uns 15 anos.
Nos anos 90 ele regravou uma música do Sting para o seriado nacional O Sorriso do Lagarto, baseado na obra homônima de João Ubaldo Ribeiro.
janeiro 20th, 2010 at 20:45
Fico imaginando como são os sorteios do blog. NerdMaster lê cada comentário, anota os nomes num papelzinho e coloca numa urna. A assistente de palco Helena faz o sorteio sob a auditoria do Jotacê, tudo isso no quartel general secreto do blog, no décimo primeiro andar de um prédio que só tem 10… Bwah-ha-ha-ha-hah!
janeiro 20th, 2010 at 23:54
Ok
eu não posso participar, mas não posso deixar de comentar..logo eu? Oras!!!!
Muito legal a entrevista com um cantor que marcou uma época da minha vida!
Eu sempre gostei muito do Ritchie, e sendo da geração que curtiu muito os anos 80, ( e não nascida nos anos 80 como muitos leitores..rs ), muitas das músicas dele fizeram parte da minha adolescência e início da fase adulta.
Gosto do jeito "inglês" dele cantar, aquele sotaque que deixam as músicas inconfundíveis.
Além claro de Menina Veneno que todo mundo conhece, gosto muito tbm de Pelo Interfone, A Vida Tem Dessas Coisas, Transas, Voo de Coração e Casanova …" boa noite rainha como vai…sou seu coringa ou…" essa música é uma delícia! Tem um ritmo todo "dela". Gosto de outras tbm, mas essas foram as que marcaram algum momento….
Ahh.. dancei muita música do Ritchie nos famosos bailinhos de garagem nos anos 80…rss
janeiro 21st, 2010 at 0:00
Não sou fã do Ritchie, (admito que até gostava de cantar "Menina Veneno" nos Karaokes da vida), mas fiquei impressionado com a qualidade da entrevista.
As perguntas foram muito bem elaboradas (parabéns JC!), e O Ritchie parecia um "guru" da tecnología, foi técnico e esclarecedor !
Espero mais entrevistas como esta no futuro! Valeu !
janeiro 21st, 2010 at 0:03
Menina Veneno é o clássico dele…muito boa a musica, muito legal ele gostar tanto de estar na vanguarda da tecnologia, como ele afirmou foi o primeiro artista a gravar com a tecnologia MIDI e agora ele se torna pioneiro…sendo o primeiro artista a ter um BluRay 100% nacional.
janeiro 21st, 2010 at 0:40
Brunão, não me leve a mal, acho muito válido pegar informações da internet, eu mesmo faço muito isso cara, quanto mais informações conseguirmos colocar em 1 só lugar melhor, afinal informação demais é sempre bom!!! Abração!!!
janeiro 21st, 2010 at 1:11
Menina Veneno, quem não conhece essa música? Até quem não sabe qume é o cara, conhece a música. Amo pra caramba este som e a carreira do Ritchie, apesar de não ser da minha época, nasci em 86 rsrs!
Parabéns ao Ritchie pelo pioneirismo do Blu-ray no Brasil!!!
janeiro 21st, 2010 at 2:17
Pelo contrario, nao levei a mal nao, na verdade se vc ler direitinho eu so tava respondendo a brincadeira do Jotace sobre quem buscou a informação, mas o melhor e usar a cuca mesmo, mas quem nao conhece bem se vira como pode ne?! hehehe nao me leve a mal tambem nao, ta tudo em casa na sede do BJC! Grande Abraco! tambem sou de BH
janeiro 21st, 2010 at 2:46
que legal isso, me parece muito gente boa o ritchie, confesso que não sou grande fã, só conheço 'menina veneno' dele mesmo rs
mas gosto bastante dessa musica, até vou baixar algumas pra conhecer mais o trabalho do cara.
achei legal essa paixão por animação dele.
janeiro 21st, 2010 at 6:19
Blog do Jotace em nivel Caras. Parabéns. xD
janeiro 21st, 2010 at 12:38
Pô, agora ofendeu!
janeiro 21st, 2010 at 11:24
hahahahaha a mensagem veio abaixo da minha, pensei que tivesse sido pra mim rsrsrsrs. Bacana Bruno, então somos de BH.
janeiro 21st, 2010 at 13:52
Ele quis dizer: Caras e Caretas…
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!
janeiro 21st, 2010 at 13:59
Se é pra rasgar seda… Vai q tá ele vendo… hehe.
O Richie simboliza tudo de bom na musicalidade do Brasil. Um gringo que trouxe qualidade com seu som pop, apesar de não ser um grande cantor mas o tom de sua voz encaixa-se muito harmoniosamente nas letras, muito bom. Menina Veneno é um dos hits que definiram o Brasil nos anos 80. Richie pode se orgulhar de fazer parte de um seletíssimo time de cantores que definiram os anos 80 (o melhor da decada musical brasileira, na minha opinião – nesta época os empresários despejavam boas canções e bons cantores; diferente de hoje, a maioria proveta de gravadora tocado á muito merchandising na tv, sem nenhum talento, com canções e letras infantis).
Uma coisa engraçada: o cara é um típico inglês, aparentemente sisudo, pois nunca me lembro dele sorrir nas entrevistas e programas de tv. Mas mesmo assim a consistencia da média do seu trabalho fala por ele mais do que aparencias.
janeiro 21st, 2010 at 15:29
A música Menina Veneno foi a 1ª música q toquei no violão. Me emociona até hoje qdo a ouço. Sigo ele no Twitter, o kra é show !!!
janeiro 21st, 2010 at 15:32
Com certeza ele fez história nesse país quando lançou a música menina veneno. Ritchie faz parte de uma geração de ouro da música brasileira.
janeiro 21st, 2010 at 16:50
Bom, Apesar de Menina Veneno ser possivelmente a mais conhecida e, inclusive regravada por alguns artistas como Zezé di Camargo, a minha música preferida do Ritchie é Transas. Acho uma música suave e marca um bom momento da minha vida. Como ele mesmo diz na entrada da música no vídeo, ele é um marcador para esse momento.
Sucesso Sempre.
janeiro 21st, 2010 at 16:17
Grande Ritchie. Seu Lp de estréia, “vôo de Coração” é um dos maiores clássicos do Pop-rock Nacional, d longe a melhor coisa lançada aqui no meios dos anos 80, onde a maioria das bandas eram mto fracas (Blitz, Kid Baleha, RPM…).
Realmente, ao ouvir o disco, mesmo hj em dia, ele soa mto bem e não parece datado.
Destaque p/ o solo de guitarra da música título, (Voo de Coração), executado pelo genial ex-guitarrista do Gênesis, Steve Hackett.
janeiro 21st, 2010 at 18:08
Uma música marcante do Ritchie é "A Vida tem dessas coisas", porque me lembra minha infância, aquela coisa bem nostálgica de estar andando no carro do seu pai, quase dormindo no banco de tras, ouvindo a música!
E uma curiosidade sobre ele, na verdade, foi uma surpresa pra mim mesmo: Depois de crescido que fui descobrir que ele não era brasileiro. =D
janeiro 22nd, 2010 at 1:37
Na verdade tem uma curiosidade pessoal minha envolvendo o Ritchie de forma indireta.
Quando fui morar em SP há uns anos fui morar numa pensão e não conhecia ninguém. Certo dia, mais ou menos um mês depois que cheguei, ouvi uma música saindo de um dos quartos. Era "Casanova" e essa música tinha me marcado bastante porque uma das minhas primeiras lembranças é a abertura da novela "Champanhe". Comecei a conversar com o dono do cd e ele me mostrou que tinha um cd com o "The Best" do Ritchie. Ficamos umas 2 horas batendo papo sobre música, então, e ao fundo o cd do Ritchie. Finalmente eu tinha feito um amigo.
Só que no dia seguinte eu consegui um emprego (numa loja da rede 2001) e acabei me mudando às pressas pra uma pensão mais perto do trabalho.
Um mês depois eu estava passando perto da pensão e fui dar um oi pro meu "amigo". Cheguei lá ele tava furioso… comigo! Me olhando feio, não falava direito… Aí um amigo dele me disse… no dia que eu fui embora roubaram o aparelho de cd dele e o cd do Ritchie e como eu tinha ido embora ele achava que era eu quem tinha levado.
Apesar de eu ter dito que não, o cara não confiou em mim (pelo menos era o que a cara dele dizia).
Apesar disso, a (pra mim) nostálgica "Casanova" continua deliciosa de se ouvir.
(E com esse BD deve estar uma beleza de se ver também).
janeiro 22nd, 2010 at 1:49
<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/imWl-yDkMa0&hl=pt_BR&fs=1&"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/imWl-yDkMa0&hl=pt_BR&fs=1&" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>
Falando nela…
janeiro 22nd, 2010 at 1:49
[youtube imWl-yDkMa0 http://www.youtube.com/watch?v=imWl-yDkMa0 youtube]
janeiro 22nd, 2010 at 2:23
O Ritchie está de parabéns!
Muito bacana a entrevista, JC!
janeiro 22nd, 2010 at 12:44
Bacana, 1º BD que podemos chamar de "nacional"
Parabenizo Ritchie por essa iniciativa.
Agora temos que esperar + lançamentos nacionais, tipo um "tropa de elite" nacional.
janeiro 23rd, 2010 at 12:29
Sabe aquelas musicas em que uma certa frase gruda e não sai nunca? Pois então… Menina Veneno tem algumas. Escutava muito essa musica quando era garoto pois tocava em festas, nas radios, etc. mas só fui entender a letra um tempo e varios hormonios depois.
janeiro 23rd, 2010 at 21:49
“…Quando se quer mais
A gente diz “bye-bye”
A gente quer mais
E finge que satisfaz
É moderno, é certo, sei que muitos querem
Essa forma de amor
Se chega perto, é certo, sem paixão
Mas também sem dor…”
O Ritchie foi um dos hits dos anos 80 junto com Fausto Fawcett,
Titãs(antes de virar baba), Ira, Gang 90, Lobão, Nenhum de Nós, Ultraje a Rigor, Herois da Resistência, Capital Inicial, Biquini Cavadão, Legião Urbana,Barão Vermelho(na época do Cazuza) Blitz, RPM(só o primeiro disco).
Pena que o rock nacional acabou…bandas como o insuportável NXZERO,
a chata SKANK(produto da tv globo),Fresno, CPM22 são lixos comerciais feito o Sertanojo.
janeiro 24th, 2010 at 5:21
Muito legal a matéria com Ritchie. Ainda não vi o show do BD, porém se percebe que o artista atentou-se para diversos detalhes no quesito qualidade técnica, que na descrição dada está de primeiríssima qualidade.
Quanto a qualidade artística não há muito o que falar, pois é indiscutivelmente boa. Até hoje me pego cantarolando, por vezes, trechos da marcante "Menina Veneno": (…) um abajur cor de carne…
Curiosidade sobre a carreira do Ritchie: segundo consta e me foi contado, assim que chegou ao Brasil em 1973 passou dar aulas de inglês para diversos nomes da música brasileira, como Paulo Moura , Egberto Gismonti e até Gal Costa e Lulu Santos.
janeiro 29th, 2010 at 13:20
O primeiro LP do Ritchie, de 1982, foi um marco da modernidade no som pop produzido no Brasil. Casanova, A vida tem dessas coisas, Pelo interfone, Vôo de coração, todas me são especiais e queridas. Na época eu sonhava em ter uma banda, fazer sucesso e ser reconhecido por minha arte. Menina Veneno, clássico absoluto do cantor e compositor inglês, tem lugar de destaque para mim. Na época, era apaixonado por uma menina de olhos verdes, da minha sala de aula, e foi ouvindo essa canção tocar que lhe roubei um beijo na hora do recreio.
fevereiro 5th, 2010 at 1:27
Ritchie é um cara genial. Tem gente que nem sabe que ele não é brasileiro. E se tem uma música que marcou, que realmente é digamos, modinha, mas é ótima, é Menina Veneno, obviamente.
fevereiro 5th, 2010 at 1:40
Nao tem como falar sobre o Ritchie e não falar de Menina Veneno… Lembro na epóca que tinha uns 12 ou 13 anos… Tinha escutado a musica na radio ou na casa de algum primo, nao me lembro muito bem. Mas enfim… naquela epoca eu gostava de uma menina.. sabe como é … primeiro "amor" se é que eu sabia oque era isso na época… hahah… virei para ela e disse… tem uma musica que toda vez que eu escuto.. me faz lembrar de voce…. ai gravei uma fita k7 para ela, que achou o maximo a atitude… e foi ai que consegui descolar meu primeiro beijo… nao foi escutando a musica.. mas foi por causa da musica hhaha.. sei que é meio idiota.. sei lá eu era criança na epoca.. mas ficou guardado na minha lembrança até hoje… e na dela tambem.. pois tenho contato com ela.. e sempre que nos reunimos (turmo) damos risadas juntos.. dessas idiotices de criança..