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Exclusivo: BJC entrevista Ritchie!

Posted on 20 janeiro 2010 by Jotacê

Outra Vez – Ao vivo no estúdio” – primeiro registro ao vivo do cantor Ritchie, marcando seus 26 anos de carreira-solo – entra para a história do home video brasileiro. Além do CD e DVD, a apresentação em HD é o primeiro Blu-ray 100% nacional. A gravação traz seus maiores sucessos, releituras especialíssimas, além de duas músicas inéditas: a canção título, “Outra Vez”, parceria com Arnaldo Antunes e “Cidade Tatuada”, com letra de Fausto Nilo.

O diretor de cinema, Paulo Henrique Fontenelle, captou as imagens da gravação em alta-resolução (FullHD 1080p) e acrescentou aos extras o documentário, “A Vida Tem Dessas Coisas”, contando a trajetória do artista desde a infância até os dias de hoje. Nesse documentário há depoimentos de novos e antigos parceiros como: Bernardo Vilhena, Lobão, Arnaldo Antunes, Lauro Salazar e Steve Hackett, entre outros. Há ainda um “Making of”, dirigido por Bernardo Mendonça, sobre os bastidores da gravação.

Ritchie fala com exclusividade sobre os detalhes deste trabalho na entrevista abaixo, concedida gentilmente via e-mail.

Blog do Jotacê – Além do CD e do DVD, como surgiu a ideia de lançar “Outra Vez” também em alta definição?

Ritchie - O estúdio onde gravamos no Rio (Visom) já tinha cameras FullHD para registrar a performance da banda e uma sala de autoração de Blu-ray. Quando vi a qualidade das imagens pensei imediatamente que seria legal levar esta mesma qualidade até o consumidor. A oportundade de inovar com esta nova tecnologia foi também por motivos estratégicos. Com isso foi possível criar um diferencial para nosso produto.

BJC – Como você vê o mercado de Home Video (especialmente shows) hoje no Brasil? Como um artista pode lidar com a pirataria de sua obra, focando no fã colecionador do produto original?

Ritchie - O Brasil já é um dos maiores mercados mundiais no consumo de DVDs musicais. Por isso mesmo – e pela falta de um serviço alternativo com a Netflix, bem disseminado nos EUA – a pirataria no Brasil tem se tornado um problema grave, em função do baixo poder aquisitivo de uma grande fatia da população. Felizmente, ainda não há como piratear o Blu-ray mas, em compensação, ainda é um produto para poucos, devido ao custo elevado dos aparelhos e dos próprios discos. Mesmo assim, conseguimos oferecer nosso produto a um preço bem abaixo do similar importado. De um ano pra cá, os aparelhos cairam de preço em quase 60% e tendem a cair ainda mais em 2010. No final das contas, nossa meta é chegar na maior número de ouvintes/espectadores possível. Hoje em dia, é preciso pensar lateralmente e não apenas nos lucros imediatos.

BJC – O seu Blu-ray é o primeiro a ser produzido pela Microservice no Brasil, e também é o primeiro 100% nacional (totalmente captado, editado, autorado e replicado no país). Os exemplares que estão nas lojas já foram replicados aqui?

Ritchie – Nosso Blu-ray teve uma primeira tiragem promocional, ainda pequena, que foi fabricada na Alemanha mas, a partir de novembro do ano passado, quando a Microservice inaugurou a fábrica nova em Manaus, nosso Blu-ray se tornou o primeiro produto do gênero 100% brasileiro, inclusive na fabricação.

BJC – Você já afirmou no seu Twitter que o preço do Blu-ray deve ser o menor possível para se popularizar mais facilmente. O que você pensa sobre futuro do Blu-ray no Brasil?

Ritchie – Eu me surprendi com o crescimento de interesse pelo Blu-ray no Brasil. A própria Microservice, que inicialmente pensou em uma tiragem inicial bem modesta, quadriplicou esta tiragem na edição inicial do nosso produto. Já vamos para a segunda edição do Blu-ray, seguindo a tendência da venda do DVD, que já vai caminhando para a terceira edição. O CD também vem sendo muito bem procurado, nas lojas, no meu site e nos shows, o que é outra agradável surpresa para nós.

BJC – Quais foram os equipamentos utilizados para gravação do vídeo e do áudio desta apresentação?

Ritchie – Foram utilizados tecnologias de ponta em todas as etapas da gravação e captação de imagens, desde os microfones da marca Blue, passando pela mesa digital Euphonics System-5 e técnicas de re-amplificação dos instrumentos na fase de pós-produção. O resultado foi uma gravação de qualidade invejável.

BJC – Por ser um material captado em alta definição, a produção teve algum cuidado especial com o cenário ou maquiagem diferenciada? Nos conte alguma curiosidade sobre a inovação e este desafio.

Ritchie – Devido à resolução alta de captação das imagens, onde cada detalhe (e defeito) tende a saltar aos olhos, foi usado uma maquiagem especial, mais leve do que a usada em gravações de TV, por exemplo. Queriamos um resultado bem natural, como se fosse uma “jam session” no estúdio, não excessivamente teatral, então procuramos não exagerar nesse quesito.

BJC – Qual o seu envolvimento nas decisões sobre os equipamentos utilizados nesse tipo de produção? Você é um entusiasta e acompanha as novidades das novas tecnologias?

Ritchie – Tenho enorme interesse nas novas tecnologias e sempre procurei ser pioneiro na utilização delas em todas as minhas gravações ao longo dos anos. Fui o primeiro artista a gravar com a tecnologia MIDI em 1985, por exemplo. Sempre sigo as novas tendências tecnológicas, na medida do possível, para trazer a maior qualidade ao produto final.

BJC – Além da imagem em Full HD, o seu Blu-ray também possui áudio em alta definição? Quais são as trilhas de áudio presentes na edição?

Ritchie – O áudio foi tudo captado e mixado em 96KHz/24Bits para preservar a máxima fidelidade na fonte. No nosso Blu-ray as opções de áudio são 3: Linear PCM 2.0 96KHz/24Bits (estéreo, sem compressão), Linear PCM 5:1 96KHz/24Bits (surround, sem compressão) e Dolby™ Digital 5:1.

BJC – O Blu-ray possui material adicional (extras)? Estão em alta definição? Quais são eles?

O material dos extras, o Documentário, “A Vida Tem Dessas Coisas” e o “Making Of” foi tudo captado em cameras portáteis de HD mas levou alguns tratamentos nas pós-produção para simular filme super-8 (idéia do diretor Paulo Henrique Fontenelle) para contrastar com a alta qualidade das imagens de estúdio. Optamos também por uma qualidade inferior na captação do áudio para conservar a ilusão de lo-fi nas partes faladas. Gostei do resultado que fez com que a parte musical tivesse um maior destaque.

BJC – Para encerrar: você também é colecionador de DVDs e Blu-rays? Quantos filmes e shows possui na coleção?

Coleciono alguns poucos dvds de curtas importadas (quase toda a série SHORT da Quickband/WB), algumas coletâneas da série Anima Mundi e alguns longas de animação (uma paixão antiga), e muitos dvds musicais, a grande maioria importados. Tenho poucos filmes. Prefiro alugar. Minha coleção é modesta, talvez uns 100 DVDs ao todo. O único Blu-ray que possuo no momento é o meu, mas isso vai mudar muito em breve. Alugo discos Blu-ray, com frequência cada vez maior, de locadoras locais onde já é possível encontrar um boa seleção no formato. Felizmente o aparelho Blu-ray lê todos os formatos anteriores de DVD e CD e, por isso, não há necessidade de mais de um aparelho.

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Sobre o sorteio:

Além da ótima entrevista acima, Ritchie ainda nos enviou um exemplar do Blu-ray AUTOGRAFADO para ser sorteado aqui no BJC! Não bastasse o seu pioneirismo em alta definição, agora o BD do artista é o primeiro a fazer parte de uma promoção como essa na internet brasileira!

Para concorrer ao Blu-ray acima, você deve seguir as regras abaixo:

1 – Estar cadastrado no IntenseDebate;

2 – Comentar neste post sobre uma música marcante do artista ou alguma curiosidade a respeito de seu trabalho.

O sorteio será realizado quando tivermos um número considerável de comentários relevantes e que respeitem as regras acima.

Agora é com vocês! :D

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Blu-rays preferidos pelos leitores do BJC (todos com legendas em português brasileiro):

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Uma dúzia de razões para boicotar a Warner Brasil

Posted on 19 julho 2009 by Jotacê

Naocomprewarnerbr

O Blog do Jotacê inicia neste post uma campanha de boicote aos produtos desqualificados da Warner Brasil. Não podemos mais aceitar que nossos filmes e séries preferidas continuem sendo tratados como produtos de quinta categoria e nós, como colecionadores terceiro-mundistas-pé-rapados.

O protesto é ordeiro e civilizado. Se você é colecionador novato e não entende direito o que está acontecendo, leia o post da decadência e preste atenção no seguinte argumento:

O mercado de locação no Brasil está de mal a pior. E com o suporte financeiro dado pelas locadoras cada vez menor por conta da retração do mercado de rental, a Warner Brasil não tem mais com quem contar (além de nós colecionadores) para melhorar seu faturamento e sua planilha de lucros. Portanto, cabe a nós nos mobilizarmos e começar um FORTE BOICOTE aos produtos jogados no mercado por ela só para cumprir uma meta de lançamentos, sem preocupação nenhuma com qualidade.

Tá certo que a maioria dos colecionadores sabe do que estamos falando, já sofre e ficou indignado com os fatos que vou enumerar. Mas se você ainda não tem o panorama completo do desastre, nos acompanhe em cada um dos itens abaixo que identificam uma série de problemas que enfrentamos com a produtora do Perna Longa no país:

1 – Mesmo após anos do primeiro lançamento em DVD e de diversas edições requentadas, a Warner Brasil segue lançando os filmes de Harry Potter com formato de tela mutilado (4×3). Não há desculpa para que isso siga acontecendo, até por que na Argentina existe um box com TODOS os filmes duplos, legendados em português e no aspecto correto. [LINK]

Correção: o nosso colaborador e especialista em edições internacionais, Paulo Camargo, nos avisa que esses DVDs argentinos não tem legendas em todos os filmes (mesmo que isso esteja escrito no link do DVD Ventas). Segundo o Paulo, o único lugar do mundo onde tem Harry Potter legendado em português em widescreen é o México. Portanto, existe um master que poderia ser replicado aqui no país pela Warner Brasil, sem custo adicional de autoração.

2 – Segundo a Warner, não merecemos DVDs de filmes premiados e que possuem inúmeros fãs no Brasil. São os Casos de V de Vingança, O Labirinto do Fauno, Sweeney Todd entre outros lançados duplos nos EUA e que foram até anunciados como duplos mas se tornaram simples na última hora. O caso mais emblemático é de “Os Infiltrados” que é duplo e Digipak até na Argentina. [LINK]

3 – Segundo os atos da Warner, não merecemos ter “O Cavaleiro das Trevas” em Blu-ray duplo no Brasil. Não existe desculpa para que isso ocorra, pois todos os títulos em BD são trazidos de fora e embalados aqui. Assim sendo, poderíamos ter o mesmo Blu-ray lançado na Austrália que tem legendas em português nos DOIS discos. [LINK] [LINK]

4 – Segundo a Warner não merecemos séries de animados completas ou acondicionadas em boxes. Pelo contrário, são jogadas no mercado séries jamais completadas (Flintstones, por exemplo não temos a 5ª e 6ª temporadas), com episódios fora de ordem cronológica (Liga da Justiça) e/ou divididos em dois ou mais volumes (o caso de Tom e Jerry da semana passada, The Batman, Jovens Titãs e Ben 10). [LINK] [LINK]

Ben10

Ben 10: Série animada foi dividida em volumes para “vender mais”.

5 – Segundo a meta da Warner, não merecemos Blade Runner com 5 discos, nem em DVD e nem em Blu-ray. Não somos civilizados bastante para ter esse lançamento como lá fora. [LINK]

6 – Segundo a Warner, não merecemos (até agora) o Blu-ray de 300, filmaço que tem legendas em português brasileiro até na POLÔNIA! [LINK]

7 – Segundo a Warner, não somos merecedores da versão estendida do Senhor dos Anéis em DVD, que saiu nos EUA, Holanda, Portugal, Reino Unido e Austrália (entre outros países) e que, certamente, seria um enorme sucesso de vendas no Brasil. [LINK] [LINK]

8 – Segundo a Warner, só merecemos um DVD de um mega astro da música pop mundial quando da sua morte. Portanto, se você quer um DVD de um artista que ainda não saiu no Brasil, infelizmente terá que torcer para que ele bata as botas. [LINK]

9 – Segundo a Warner, até teve um tempo em que merecemos edições caprichadas, especiais e de luxo, mas isso faz parte do passado e hoje o que importa é faturar em cima de DVDs-lixo, sem luva, porcarias em Scanavo, Dubois, sem nenhum tipo de acabamento que faça o diferencial em relação ao produto pirata. [LINK] [LINK] [LINK] [LINK] [LINK]

Não temos mais direito a edições caprichadas para colecionadores.

10 – Segundo a Warner, merecemos ficar com a capa mais feia do mundo para um filmaço consagrado e memorável. Não importa se é uma adaptação tosca de uma arte que só foi lançada aqui na terra do macacão. [LINK]

11 – Segundo a Warner, já se foi o tempo que brasileiros mereciam filmes clássicos em DVD. Agora é só lançamento e outras tranqueiras para cumprir com as suas malditas metas de lançamento. [LINK]

12 – Segundo a Warner, somos analfabetos e que não precisamos ter o nome dos episódios em um box de série, nem na embalagem e nem nos menus. [LINK]

Tesourinha e ausência dos nomes dos episódios na sétima temporada de Smallville.

Sempre que questionamos as estapafúrdias decisões da Warner Brasil, somos respondidos afirmando que a culpa não é da filial brasileira. Mas vamos mudar de patamar a partir deste post: ao invés de indicar que reclamem com o “coitado” do Call Center da Videolar, agora vamos escrever DIRETO para a matriz.

Escreveremos para estes senhores (ou melhor, para seus assessores e aspones subalternos):

Tsujihara_kevin175

Kevin Tsujihara

(Presidente do Warner Bros. Home Entertainment Group)

Sanders_ron175

Ronald Sanders

(Presidente da Warner Home Video)

Brad globe

Brad Globe

(Presidente da Warner Bros. Worldwide Consumer Products)

Os contatos:

Scott.Rowe@Warnerbros.com

Bruce.Rosenblum@Warnerbros.com

Peter.Roth@Warnerbros.com

Twitter: http://twitter.com/thewbdotcom

(Se alguém tiver outro e-mail ou página de contato, por favor indique nos comentários)

E para isso não precisa saber inglês, só ter a habilidade de copiar e colar o texto abaixo, que teve a tradução do nosso leitor Rodrigo Barros:

Título:

Warner Home Video (Brazil) – Boycott

Mensagem:

Esteemed representatives of Warner Bros. Home Entertainment:

Kevin Tsujihara (President, Warner Bros. Home Entertainment Group)

Brad Globe (President, Warner Bros. Worldwide Consumer Products)

Sue Kroll (President, Worldwide Marketing, Warner Bros. Pictures)

Ronald Sanders (President, Warner Home Video)

I would like to express that I am extremely unhappy with the quality of the products released by Warner for the Home Video market in Brazil. The Brazilian branch has been treating the Home Video consumers with great indifference since 2005, when your products started an unprecedented lack in quality and that today have reached unbearable levels.

Since then, we have been suffering several problems related to the package and content of your DVDs and, more recently, Blu-rays: inaccurate aspect ratios, single-disc editions (while other countries of South America have received editions with two or more discs), dividing content into several volumes (for example, with the animated series), low quality packaging, and all that with high prices for the standards of the Brazilian consumer.

I am contacting the main office because Warner Brasil has been informing us, the consumers, that all this is the result of directions and orders issued by you. Through this open letter, I intend on making clear that I am completely against these decisions and that I will no longer accept such treatment, starting at this moment a boycott of such editions.

The rental market in Brazil is suffering, as you probably already know by the reports sent from your local branch. Therefore, the only one left are the collectors and fans (who are faithful to the original product) in order for those numbers to stabilize, or at least to stop declining. There is no way out for this situation but investing in quality products and in the collectors. I hope that this deeply regrettable situation can be reversed.

Warner should be concerned about how its name is being viewed throughout the world. And I can guarantee that, right now, Warner Brazil is one of the worst distributors and Home Video companies in this country.

Thank you for your time,

[NOME DO COLECIONADOR]

Texto em português:

Prezados senhores da Warner Bros. Home Entertainment

Gostaria de comunicar que estou muito insatisfeito com a qualidade dos produtos lançados pela Warner para o mercado de Home Video no Brasil. A filial brasileira vem tratando os consumidores de Home Video com grande descaso desde o ano de 2005, quando seus produtos começaram com uma queda de qualidade sem precedentes e que hoje chegou a níveis insuportáveis.

Desde esta data estamos sofrendo com vários problemas referentes a forma e conteúdo de seus DVDs e, mais recentemente,  Blu-rays: aspectos de tela incorretos, edições com apenas um disco (com outros países da América do Sul recebendo edições com dois ou mais discos do mesmo título), divisão de conteúdo em vários volumes (como nas séries animadas), embalagens de baixa qualidade e tudo isso com preços elevados para os padrões dos brasileiros.

Estou entrando em contato direto com a matriz pois a Warner Brasil vem informando a nós, consumidores, que tudo isso é fruto de orientações e ordens dadas por vocês. Através deste menifesto, pretendo que fique clara a minha posição contrária a essas decisões e que não aceitarei mais tal tratamento, iniciando desde já um boicote a essas edições.

O mercado de rental no Brasil está muito mal, como vocês já devem saber pelos relatórios enviados pela sua filial. Portanto só restam agora os colecionadores e fãs (que são fiéis  ao produto original) para que estes números se estabilizem, ou pelo menos parem de cair. Não há saída para esta situação a não ser investir em produtos de qualidade e em nós, colecionadores. Espero que ocorra uma reversão desta situação que é profundamente lamentável.

A Warner deve se preocupar como seu nome está sendo visto pelo mundo afora. E posso garantir que atualmente, a Warner Brasil é uma das piores produtoras e empresas de Home Video deste país.

Obrigado,

[NOME DO COLECIONADOR]

Feito isso (espero que todos enviem o e-mail), agora é só divulgar o boicote no maior número de lugares possível. Além do boca a boca, vamos divulgar pela internet afora, em sites, fóruns e comunidades.

E agora vem o estímulo que estava faltando para que você nos ajudasse a divulgar esta ação:

Promoção do boicote #NãoCompreWarnerBR

Todo o leitor que postar nos comentários o link deste post em um outro fórum, site ou comunidade da internet concorrerá ao melhor DVD do ano passado na escolha dos leitores do BJC: Homem de Ferro (DUPLO) da PARAMOUNT!

Hf

(Sim! Justamente um DVD que é exemplo de como se fazer uma edição é da concorrente. Além de um ótimo prêmio, também tem efeito didático)

Mas atenção:

1 – O leitor deverá estar cadastrado no IntenseDebate. Não há restrições de pontuação na reputação.

2 – Só vale se o leitor postar neste tópico o link para o lugar onde divulgou o boicote (só dizer que fez não vale). O link será conferido, obviamente.

3 – Só vale uma divulgação por site. Não vale ficar postando várias vezes no mesmo lugar. Se outra pessoa já divulgou no site que você esperava divulgar, você pode comentar lá, mas não vai concorrer a nada. No caso das comunidades e redes sociais, vale uma vez só por rede (inclusive para o Twitter).

4 – A promoção vale apenas uma vez para cada leitor. Mesmo que você divulgue em vários lugares, só estará concorrendo uma vez.

5 – Promoção válida para leitores residentes no território nacional.

Precisamos neste momento que nossa mobilização seja grande e intensa, para que nosso protesto tenha o efeito esperado.

Vamos lá! E não esqueçam:

#NãoCompreWarnerBR

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Revista Exame considera 2009 o ano do Blu-ray no Brasil

Posted on 27 junho 2009 by NerdMaster

Consumo_eletronicos

Saudações informados leitores.

A Revista Exame desta semana traz em uma de suas matérias uma informação que vai agradar a todos os fãs do “RaiAzul”: os preços dos Blu-ray Players tendem a cair muito mais este ano.

Leia também:

Segundo a matéria, localizada na seção Consumo/Economia da revista (páginas 134 e 135), o “sucessor do DVD” (fazer o que, né? ) já mostra indícios que terá uma queda de preços bastante expressiva até o final deste ano.

Ainda segundo a matéria:

O ano de 2009 é um marco na história do Blu-ray no Brasil: pela primeira vez, os aparelhos podem ser comprados por menos de 1 000 reais. Em 2006, quando começaram a chegar ao mercado brasileiro, os tocadores de Blu-ray custavam cerca de cinco vezes mais. O maior chamariz da tecnologia era sua capacidade de armazenamento, até dez vezes superior à do DVD – o que tornou possível, pela primeira vez, o lançamento de discos contendo filmes inteiros em alta definição. Com esse preço, porém, eram poucos os que se aventuravam. O cenário começou a mudar no ano passado, quando o Blu-ray da Sony venceu o HD-DVD da Toshiba na batalha pela supremacia no mercado de vídeos de alta definição. O número de títulos à venda começou a crescer, e os preços, a cair. Nos Estados Unidos, onde um tocador de Blu-ray custa 200 dólares, as vendas subiram mais de 400% no ano passado. Por aqui, porém, o preço médio dos aparelhos ainda superava os 2 000 reais.

Eis um quadro, mostrando a tendência de queda dos preços dos BD Players no Brasil:

Tab_consumo_eletronicos1_g

A matéria atribui as quedas ao aumento do consumo de aparelhos de TV de alta definição e aponta a  brasileira Tectoy como sendo a empresa que fará os preços caírem mais ainda, devido ao BD Player comercializado por ela (o modelo DBR-700), que já está na faixa de R$899,00.

A fabricante estima que seu aparelho de Blu-ray chegará ao valor de R$699,00 até o natal deste ano. “Em 2010, o preço vai chegar a 499 reais”, diz Fernando Fischer, presidente da Tectoy.

Nós consumidores esperamos que a concorrência vá “na onda” da Tectoy e faça com que o preço (principal vilão que impede a popularização do BD no Brasil) caia ainda mais!!

Vida Longa e Próspera

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BD Resenha – Blade Runner [Brasil]

Posted on 04 junho 2009 by DVD Magazine

Blade-runner

por Jorge Saldanha
(Veja resenha completa no DVD Magazine)

SOBRE A EDIÇÃO:

Nos EUA, esta “versão final” de BLADE RUNNER, produzida por Charles de Lauzirika, foi lançada em DVD em edições com dois, quatro e cinco discos, e em Blu-ray num box/maleta de cinco discos. Aqui no Brasil recebemos uma edição intermediária com três DVDs, e posteriormente esta edição em alta definição com três BDs, acondicionados numa embalagem Digistak (com dimensões do padrão de DVD, não de BD) envolta numa luva de cartolina. Comparada com a edição importada em Blu-ray de cinco discos, perdemos dois que continham extras, os de nºs 2 e 4 (que na verdade são DVDs com resolução 480p). Inclusive, se olharmos o rótulo dos BDs lançados aqui, veremos que eles são os nºs 1, 3 e 5, ou seja, a Warner nem se deu ao trabalho de renumerá-los.

Imagens do Digistak (ou quase isso):
 Blade_runner_digiverso

Blade_runner_d1   Blade_runner_d3

Blade_runner_d5

Imagem da edição ao lado de um Blu-ray normal (despadronização):

Comp

Mas enfim… fora os extras que restaram (detalhados abaixo), temos no box quatro versões oficiais do filme: a final de 2007, as duas de cinema de 1982 (uma para o mercado norte-americano e a outra para o mercado internacional) e a “do diretor” de 1992. Todas foram remasterizadas (no formato original widescreen anamórfico 2.35:1) em alta definição 4k, recebendo transferências com encode 1080p/VC-1, mas foi a “Versão Final” que recebeu os maiores cuidados, restaurada digitalmente a partir dos elementos originais de forma a eliminar imperfeições, danos e sujeiras. Temos uma a imagem sem dúvida excelente, que apresenta um nível de detalhe que ultrapassa qualquer lançamento anterior do filme, e isso que sua versão em DVD já era ótima. Os níveis de brilho, contraste e nitidez impressionam, e as cores são mais firmes, vivas e naturais do que nas edições anteriores. Os pretos são sólidos, e mesmo nas cenas mais escuras não vemos ruídos ou artefatos. Percebemos elementos visuais que antes não notávamos, e a perfeição de detalhes e texturas, além da presença de um pouco de granulação inerente à película, indicam a ausência de DNR. As demais versões do filme em alta definição, apesar de não serem o deslumbre visual que é a “Final Cut” (especialmente nas tomadas de efeitos visuais), não fazem feio.

Capturas via Cinemasquid:

Br_bd_2

Br_bd_1

Menu via Blu-ray.com:

Br_menu

Diferentemente das demais, a “Versão Final” se beneficia de uma estupenda faixa lossless Dolby TrueHD 5.1 (48kHz/16-bit), com dinâmica e espacialidade superiores às mixagens anteriores 2.0 e 5.1. O som está muito bem balanceado, e os canais traseiros agora são empregados à perfeição – nas cenas de rua, somos envolvidos pelos efeitos de transeuntes, chuva e outros ruídos ambientes, fazendo-nos sentir como se estivéssemos mesmo em uma versão futurista e sombria de Los Angeles. Os graves são fortes e “redondos”, e os diálogos agora estão muito melhor equilibrados na mixagem. As três outras versões trazem faixas de áudio Dolby Digital 5.1 (640kbps) em inglês e francês, que soam muito bem desde que não comparadas com a TrueHD – além das diferenças de fidelidade e espacialidade, as mixagens são claramente diferentes. Os menus estão em inglês, e lamentavelmente só a “Versão Final” possui opções de legendas em português (BR) -- as demais, apenas inglês, espanhol, francês, japonês, coreano e chinês. Enquanto não tivermos BDs autorados aqui no Brasil, essa prática “meia sola” de algumas distribuidoras não vai acabar. E isso, numa edição em Blu-ray que pela tabela custa quase o triplo da em DVD.

SOBRE OS EXTRAS:

Se em termos de excelência de som e imagem esta edição é superior à versão nacional em DVD, o mesmo não se dá quanto aos extras, já que aquela trazia o longo documentário “Dias Perigosos: Realizando BLADE RUNNER”, um dos melhores já produzidos para home video. Além disso, também perdemos um volume substancial de extras da edição norte-americana (cenas deletadas, featurettes de produção, entrevistas com Philip K. Dick, testes do elenco, etc.), reunidos sob o título “Enhancement Archive”). O que sobrou, infelizmente, não possui legendas em português. Mesmo assim, há um bônus que será muito apreciado pelos fãs do filme (usarei a mesma numeração apresentada no rótulo de cada BD):

Disco 1

Introdução de Ridley Scott (0:37min.) – Em sua introdução à “Final Cut” de BLADE RUNNER, o diretor explica porque esta é a sua versão preferida do filme, mas sem detalhar muito suas características;

Comentários em áudio – A “Versão Final” traz não uma, mas três faixas de comentários de áudio: a primeira com Ridley Scott, a segunda com os roteiristas Hampton Fancher e David Peoples, o produtor Michael Deeley e a produtora executiva Katherine Haber, e a terceira com Syd Mead e Lawrence G. Paull (desenho de produção), Douglas Trumbull e Richard Yuricich (efeitos visuais), David Snyder (direção de arte) e David Dryer (efeitos especiais). O destaque sem dúvida são os comentários de Scott, que conhece como ninguém o filme e nos transmite seu exato significado. As demais faixas detalham mais os aspectos de produção, e no conjunto agradarão aos devotos fãs do filme.

Disco 3

Introduções de Ridley Scott (1:38 min.) -- Cada uma das três “Versões de Arquivo” do filme tem uma breve introdução do diretor (por volta de 30 segundos cada), onde Scott explica suas principais características.

Disco 5

Workprint Version – Aqui, o grande atrativo para os fãs em matéria de extras nesta edição em Blu-ray – nada mais, nada menos que a primeira montagem de BLADE RUNNER (workprint) vista apenas em exibições-teste. Ela possui outra abertura, tem a narração de Deckard apenas no final, não traz a cena do unicórnio e nem o final feliz e contém diálogos diferentes entre Batty e Tyrell, entre outras coisas. É uma versão claramente não finalizada, com trechos de música temporária na trilha sonora. Apesar de também estar apresentada em resolução 1080p/VC-1, a qualidade da transferência, extraída de elementos pobres e manuseados, é muito inferior. Além da imagem menos nítida, com cores pálidas e acentuada granulação, a proporção de tela é 2.20:1, diferente portanto da 2.35:1 das outras quatro versões do filme. O áudio em inglês Dolby Digital 5.1 até que não é ruim, e as opções de legendas são inglês, francês e espanhol. O importante, aqui, é o valor histórico;

Comentários em áudio – A “versão de trabalho” de BLADE RUNNER pode ser acompanhada pelos comentários do escritor Paul M. Sammon (“Film Noir: The Making of Blade Runner”), que demonstra ser um especialista no filme ao nos conduzir por esta primeira montagem, apontando o material eliminado e as mudanças que foram feitas nas versões;

All Our Variant Futures: From Workprint to Final Cuts (SD, 30 min.) – Tão interessante quanto a primeira montagem de BLADE RUNNER, este documentário (o único desta edição nacional em BD, em resolução standard) aborda as várias versões do filme, naquela que pode ser considerada uma das mais tumultuadas tentativas de reconstrução de uma obra para se adequar à visão de um diretor. Scott fala bastante sobre sua visão original, como ela foi diluída pelos produtores, os fatos que levaram à “versão do diretor” de 1992 que, de fato, não é do diretor, e finalmente à restauração de 2007.

Trecho do filme em HD:


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BJC Debate: Blu-ray vale a pena?

Posted on 17 maio 2009 by PRDC

Nota do Jotacê:
O BJC coloca na mesa o debate que já vem rolando nos comentários há um bom tempo: mas afinal, vale a pena mesmo investir agora no Blu-ray? Paulo Camargo faz uma reflexão opinativa sobre o assunto no texto abaixo e amplia a discussão, que na maioria das vezes se resume a “preço versus qualidade”, dessa vez aprofundando mais o tema.

Kit_bd_vale

Com a chegada da alta definição aos lares brasileiros por meio da transmissão via TV, aos poucos o Blu-ray começa a ser assunto no ambiente de trabalho, escolas etc.

O Mundial de Futebol em 2010 com certeza ira incrementar as vendas de equipamentos hi-def, principamente o setor de TVs.

Para quem acompanha o mercado de home video o Blu-ray já não é nenhuma novidade, temos acompanhado as notícias em relação aos discos de alta definição que trazem em seu conteúdo não somente uma melhor qualidade de imagem e som, como também maior interatividade com o usuário.

Mas a dúvida que permace na cabeça de quem deseja investir na nova tecnologia é se o formato realmente irá vingar a ponto de substituir o DVD ou será direcionado a um nicho de mercado que irá atender a um consumidor mais exigente.

Após a guerra dos formatos, o próximo passo dos fabricantes é convecer o consumidor de que o Blu-ray vale a pena, não somente na questão de qualidade mas também no custo benefício de se ter a tecnologia em nossas casas.

Com este propósito, os fabricantes de equipamentos começam a reduzir os custos dos BD players para patamares mais aceitáveis do que os primeiros modelos que chegavam a custar em media 400 dolares nos EUA.

Esta queda no preço dos equipamentos deve chegar em breve ao Brasil, contudo, qual o “valor justo” a ser pago pelo player? R$ 500,00 é a resposta da maioria dos consumidores, ou melhor, dos amantes da sétima arte ou do colecionador, pois para o consumidor normal que apenas deseja assistir um filme, ainda está fora do orçamento.

E o que pensam as ditribuidoras nacionais? Uma amostra pode ser dada pela declaração de Wilson Feitosa, da Europa Filmes, em entrevista deste mês na Revista Ver Vídeo (voltada para locadoras), onde diz que não acredita no Blu-ray:

“… Não devia falar, mas não posso deixar de ser honesto comigo mesmo… Não, não acredito no Blu-ray em lugar nenhum do mundo.

Eu, particularmente não acredito. Acho que o Blu-ray é uma mídia que nasceu morta. Infelizmente! Adoraria que o Blu-ray fosse realmente uma mídia do futuro, mas não acredito que será. Tomara que esteja errado. Acho que o VOD (video-on-demand) superará o Blu-ray em breve e, por esta razão, acho que o Blu-ray não tem futuro.

Primeiro, nos Estados Unidos, o desenvolvimento dele, em razão do consumo ainda é muito pequeno. No Brasil então…

Não tenho Blu-ray em minha casa, poderia ter. Não tive interesse em ter. Por quê? Não estou preocupado em mudar os players que tenho para ter uma qualidade melhor. Realmente a qualidade é melhor. Mas a qualidade do DVD é boa, estamos satisfeitos. Acho que a maioria dos brasileiros também está.

E brasileiro não é de trocar. Não é como o japonês que saiu uma coisa nova, ele vai lá e troca. ‘ah, esse ficou obsoleto’, quando na verdade nem ficou obsoleto, tem um item a mais.

Não acredito muito em vida longa para o Blu-ray. O que podemos fazer? O brasileiro só vai comprar um aparelho de Blu-ray quando custar R$200,00 ou R$300,00; este produto teria que ser fabricado aqui no Brasil; que eu saiba, a Tania Lima [da UBV] conversou com a Associação de Fabricantes e parece que existe uma tendência para, até o final do ano, algumas fábricas começarem a produzi-lo por aqui, pois não conseguiremos desenvolver Blu-ray fazendo discos nos EUA e com importação, com compra de player ou via contrabando, ou nas viagens ou importado. E meu filho nao vai querer dividir comigo o PlayStation 3 dele. O PlayStation dele é dele.

Não quero dizer que é uma luta inglória, mas para desenvolver isto, acho que o trabalho tem que começar no fabricante do player. A partir do momento em que tivermos fabricantes de players no Brasil, que seja acessível, é que, aí sim, vai valer a pena mostrarmos o diferencial entre o DVD e o Blu-ray.”

O Home Video no Brasil, diferente dos EUA, tem boa parte da sua produção destinada ao mercado de Rental [locadoras], sem elas, o consumo de filmes ficaria restrito ao consumidor final, o que dificulta a entrada de um novo formato no mercado nacional devido aos altos custos, quanto mais unidades se produz, menor o preço final do produto.

Mas vamos ao que interessa, quais as vantagens e desvantagens do Blu-ray na atual situação:

VANTAGENS

1. Qualidade- A qualidade da imagem e som dos filmes é superior aos formatos antigos;

2. Interatividade – A interatividade do usuário com o conteúdo é sensacional, os recursos como BD-Live, U-Control e D-BOX irão proporcionar um experiência muito mais interessante ao se assistir um filme;

3.Games de última geração – Se você optar pelo Playstarion 3 como player, além do leitor de blu-ray você ainda tem um excelente videogame de última geração em sua casa e tudo indica que futuros lançamentos de filmes tragam em seus extras [ou via BD Live] possibilidade de recebermos o game [ou mesmo um demo] do filme adquirido.

DESVANTAGENS

1. Preço dos filmes – Acredito que o preço é o fator chave para o sucesso de qualquer produto, não seria diferente no caso do BD. Enquanto o consumidor tiver que gastar “horrores” para disfrutar de toda experiência que o Blu-ray pode proporcionar, o formato continuará atendendo uma parcela pequena do mercado. Por mais que não pareça, nos EUA o BD também ainda é um produto caro para a maioria das pessoas [dentro do contexto econômico do país é claro]. O mercado americano tem uma previsão na redução dos preços para os próximos 2 ou 3 anos.  E quando discutimos preços não são as promoção da Amazon ou produto adquiridos em sites de leilões como o e-Bay, mas sim o preço base de lançamento que está hoje durante a pré-venda  em U$14.99 para o DVD e U$28.00 para o BD, neste contexto não se compara a questão da edição ser especial ou não, a maioria dos consumidores querem apenas o filme para assistir, por isto as edições simples vendem bem mais que as especiais destinadas ao mercado de colecionáveis, se o BD quer competir em preços então teremos que ter lançamentos na mesma faixa de preço dos DVDs, isto é, em torno de U$15.00 [mesmo que seja para lançar uma versão "pelada" em BD também];

2. Preço dos equipamentos – Para que você possa usufruir de toda tecnologia Blu-ray é necessário um investimento em equipamentos de alta definição, isto inclui: TV Full HD R$3.000,00, Home Teather 7.1 canais R$2.000,00 e BD Player a partir de R$1.000,00, o que totaliza um valor de R$6.000,00

3. Oferta de filmes – A oferta de filmes no mercado nacional é pequena e a maioria dos filmes lançados provavelmente você já adquiriu em DVD. Apesar dos mais de 10 anos da chegada do DVD, muitas obras lançadas em VHS até hoje não chegaram ao mercado digital. No Brasil então o problema é ainda maior devido ao direitos autorais que cada estúdio possuí na distribuição dos filmes, o que restringe o número de lançamentos por aqui. O que temos visto em matéria de lançamentos em BD no mercado internacional, é que estes recebem uma versão hi-def do filme no caso do título ser um lançamento ou um blockbuster, filmes e seriados antigos continuam restrito ao lançamento em DVD.

4. As locadoras – Sem a adesão das locadoras a opção para se asssitir um filme em BD fica restrita a compra, ou você compra o filme ou você não assiste.

5. Sem interatividade – Os recursos interativos incluídos em alguns BDs estão sendo mal utilizados, possivelmente porque os estudios buscam uma forma de faturar com estes serviços adicionais, uma pena porque os recursos prometem muito. Sem contar que muitas edições saem “peladas”, o que vai fazer o diferencial do Blu-ray será não somente a imagem e som superiores mas sim esta interatividade com o usuário. Se um BD é lançado sem este recurso, ele fica muito limitado.

6. Sem fabricação local – Praticamente todos os BD players que encontramos a venda no Brasil são fabricados nos EUA. A propaganda de que você pode assistir DVDs neste player é totalmente enganosa considerando que os discos de DVDs nacionais são codificados para Região 4 enquanto os BD Players possuem além da restrição de Região do formato Blu-ray [que no caso dos EUA e Brasil é Regiao A], também trazem a restrição de Região para o disco de DVD, no caso de aparelhos americanos, são codificados para rodar DVDs Região 1, inclusive o PS3 americano.
Resumindo, o usuário terá que manter o DVD player para poder assistir os DVDs.

7. Ainda que muitos não acreditem no sistema VOD [video-on-demand] alguns sites já estão oferecendo um serviço de locação de filmes via download como é o caso da Saraiva (saiba mais na matéria da Revista Exame).

DICAS E SOLUÇÕES

Dificilmente iremos encontrar uma única  opinião em relação ao custo-benefício do Blu-ray, isto vai depender do bolso de cada um.

Para quem achou o investimento em BD alto, há uma opção no mercado que consiste na compra um TV LCD / Plasma HD na faixa de R$1.800,00 + um DVD player com saída HDMI e recurso para exibir 1080 linhas que sai em média R$300,00. Se você ainda não tem Home Theater, aqui vale a compra de um sistema in box que vem com o dvd player / receiver + caixas que você encontrará no mercado a preços em torno de R$800,00. Você não terá um Blu-Ray em casa, mas com certeza ficará satisfeito com a nova qualidade na imagem e
som dos seus filmes.

A outra opção seria começar a montar um sistema de Blu-ray aos poucos começando pela TV Full HD que pode ser utilizada em conjunto com um dvd player com saída HDMI até você poder adquirir o player de BD (e consequentemente um sitema de som mais eficiente). Claro que tudo isto fica a mercê do tempo e dos avanços tecnológicos, pois até as TVs Top de linha que estão sendo vendidas no Brasil atualmente já estão com seus dias contados. Novos modelos de Plasmas e LCD já estarão chegando ao Brasil até o final do ano.

E você? O que acha disso tudo? Dê sua opinião e colabore também para o debate sobre este polêmico assunto!

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Resumão da reportagem da Info Exame sobre Blu-ray

Posted on 13 maio 2009 by Jotacê

Já recebi a edição desse mês (#279) da revista Info Exame, que tem reportagem de capa sobre o Blu-ray:

Info

Para minha surpresa são mais de VINTE páginas tratando do assunto, que aborda desde o avanço do formato no Brasil e no mundo, resenhas de players, drives de computador e portáteis até Home Theaters.

Resolvi fazer um resumão da reportagem página a página, para que vocês tenham uma ideia melhor do que está publicado e resolver se vão comprar a revista ou não. Vamos lá!

Páginas 28 e 29 – Abertura da matéria, com foto de pagina dupla do player BD370 da LG. A chamada diz: “Com preços em queda, a alta definição deixa de ser um item de luxo. E desembarca sem escalas nas salas e nos PCs”.

Página 30 – Destaca que esse ano serão vendidos o triplo de aparelhos tocadores de Blu-ray que no ano passado e que no Brasil temos players de mesa por R$999 e drives de PC por R$349. Mostra um “Top Five” com “as cinco maiores vendagens do novo formato”. O títulos são TDK, Homem de Ferro, Quantum of Solace, Eu Sou a Lenda e Transformers.

Página 31 – Cita o player da Tectoy como o mais barato no país. O CEO da Tectoy, Fernando Fischer, declara que até o natal o player cairá para R$699. Diz que a replicação dos discos é feita lá fora e que o presidente da UBV (União Brasileira de Vídeo), Wilson Cabral, espera que a Videolar inicie a produção “até o ano que vem”.

Página 32 – Gráfico mostrando que em 2006 um player custava três vezes mais que hoje. Diz que a popularização já começa a se evidenciar pela pirataria do formato (na Rússia uma fábrica que produzia um milhão de discos piratas foi fechada). Cita os players chineses que começam a ser fabricados e que chegarão por aqui em breve.

Página 33 – Fóruns já ensinam como transformar um filme de BD em arquivos  com resolução de 720 linhas, que pode ser copiado para qualquer DVD gravável. Diz que a principal vantagem do BD é o seu principal problema, pois para ver “imagens espetaculares” o consumidor terá que comprar uma TV full HD. Quadro de perguntas e respostas sobre o BD.

Página 34 – Coluna ilustra que o PlayStation 3 é o player mais popular de Blu-ray no mundo (6% de participação no mercado contra 3% dos players de mesa nos EUA). Cita que nos Desktops é necessário conexão DVI ou HDMI para ver os filmes na resolução adequada. Diz que a internet é a grande rival, por causa dos TiVos e iTunes Store da vida.

Página 35 – Explica o que é BD-Live e diz (finalmente) que no Brasil, ver filmes pela internet é uma realidade muito distante. Um dado impressionante nesta pagina: a UBV declarou que 96% das vendas são para colecionadores e apenas 4% dos BDs são vendidos para locadoras. Diz também que na época da migração da época do VHS para o DVD os estúdios bancaram a transição, deixando os DVDs mais baratos que as fitas. Dessa vez a mesma estratégia não foi adotada.

Páginas 36 e 37 – Parte especial da reportagem sobre discos holográficos, que possuem 500 GB de capacidade, mas que ainda estão nos laboratórios apenas como protótipos.

Páginas 38 e 39 – Nesta parte, a revista resenha 5 drives de Blu-ray para computador. O drive Super Multi Blu GGC-H20L da LG foi o que teve melhor pontuação. Lembra também que para ver os filmes em HD no computador, o monitor e a placa de vídeo devem ser compatíveis com HDCP.

Páginas 40 a 43 – Agora o assunto é Blu-ray em computadores portáteis. Esclarece que uma conexão HDMI é necessária para poder ver o material dos Blu-rays nas TVs de alta definição. Dentre os 5 modelos resenhados, o Vaio VGN-FW270AE foi o laptop com melhor pontuação.

Páginas 44 a 47 – Análise de 7 players de mesa. O BD370 da LG foi o grande “vencedor”. O aparelho tem compatibilidade com DivX, XviD, MKV e YouTube. O único defeito, apontado pela matéria é não ter Wifi.

Páginas 48 e 49 – Três aparelhos de Home Theater In-a-Box são resenhados, sendo o Samsung HT-BD1250 o escolhido como melhor modelo. O player do conjunto tem compatibilidade com perfil Blu-ray 2.0 (BD-Live). Tem base retrátil para iPod e é compatível com arquivos no formato DivX e XviD.

Recomendo a compra da edição para quem está muito curioso quanto ao formato, mas, principalmente, para quem quer conhecer melhor os equipamentos resenhados (o melhor da matéria, ao meu ver), pois todos estão comentados, com preços e notas de avaliação.

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Reportagem sobre Blu-ray no Jornal da Globo

Posted on 04 maio 2009 by Jotacê

fome_de_blu-ray

Abaixo, a reportagem sobre o avanço do Blu-ray no Brasil, que foi ao ar no Jornal da Globo no dia 30 de abril de 2009.

Ao meu ver, uma matéria de quase oito minutos sobre o formato é um fenômeno num canhão de audiência como a Rede Globo. Vale a pena observar que o cacique da Sony no Brasil participou dela, e que está ciente das dificuldades do formato (mas não falou em replicação local, infelizmente).

Sempre procuro ver o lado bom de reportagens como essa para o público leigo, mesmo cheia de erros que só são percebidos pelos entusiastas da tecnologia.

Não dá pra deixar de comentar que a reportagem errou ao dizer que os downloads da Netflix/iTunes Store possuem a mesma qualidade do Blu-ray. Conforme já escrevi no post do Blu-ray versus downloads, isso não é verdade. Curioso também a reportagem não ter citado o nome do PlayStation 3, mesmo falando em Netflix e iTunes Store.

Dei boas risadas com a imagem da criança com o disco na boca. Poderiam ter dito que o BD é mais resistente que o DVD e o CD naquela parte!

:-)

Agradecimento especial ao leitor @jubakun, que enviou o link original!

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lata gladiador

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DVD que não se vê por aí: Mickey Mouse em Cores Vivas (vol.1)

Posted on 24 abril 2009 by Jotacê

trailer_mickey

Walt Disney Tresures é uma coleção de DVDs especialíssimos lançada pela Disney, com produções organizadas cronologicamente e com extras exclusivos (comentários em vídeo principalmente), acondicionados caprichosamente em uma bela lata com material gráfico luxuoso.

Aqui no país do macacão, a casa do Mickey lançou apenas quatro latas (entre 2004 e 2005). Não se sabe ao certo qual a razão da coleção ter sido interrompida prematuramente por aqui, mas todos os lojistas que já conversei dizem que as vendas não foram bem das pernas. O PRDC comentou comigo, com razão, que nos EUA as latas são lançadas com preço de DVD duplo normal e que aqui foram vendidas por um preço muito mais alto (inclusive maior que as atuais latas de “Conte um Conto”, por exemplo).

Fora o preço também luxuoso (em torno de 70 a 80 reais) a falta de uma demanda para locadoras (que sempre foram as grandes compradoras de DVD no mercado nacional), deve ter encalhado esse produto nas prateleiras (pois as edições são totalmente voltadas para colecionadores).

Vejam a lista dos lançamentos nos EUA aqui na Wikipedia e comparem com a nossa coitada relação, que nem dá pra chamar de lista:

DVDs em português lançados no Brasil:

  • Mickey Mouse em Cores Vivas – Vol. 1 (Lançamento em 12 de maio de 2004)
  • Mickey Mouse em Cores Vivas – Vol. 2 (Lançamento em 2004)
  • Cronologia do Donald (Lançamento em 31 de agosto de 2004)
  • Sinfonias Ingênuas (Lançamento em 16 de fevereiro de 2005)

E é o primeiro volume de Mickey, com tiragem restrita de 5 mil exemplares, que vou mostrar hoje. Esta lata está esgotada (as outras ainda dá pra encontrar por aí) faz algum tempo. Mas pode ser encontrada no Mercado Livre de tempos em tempos em leilão, por várias garoupas (reza uma lenda que ela já foi arrematada por R$900 e a compradora agradeceu pelo preço justo que o vendedor a ofereceu)!

Vamos ver como é essa maravilha então, iniciando pelos belos menus:

Disco 1:

“Desfile dos Indicados” (bônus);

Disco1_2

1935

  • “Mickey, O Maestro”
  • “O Jardim do Mickey”
  • “No Gelo”; “O Julgamento de Pluto”
  • “A Brigada do Mickey”

Disco1_3

1936

“Do Outro Lado do Espelho”

“O Circo de Mickey”

  • “O Elefante de Mickey”
  • “A Grande Ópera de Mickey”
  • “O Time de Polo do Mickey”
  • “Os Alpinistas”
  • “Dia de Mudança”
  • “O Rival de Mickey”
  • “Piquenique dos Órfãos”

Disco 2:

Disco2_1

1937

  • “Férias no Havaí”
  • “Caçadores de Alces”
  • “A Fórmula Mágica”
  • “Mickey e o Mágico”
  • “Show de Calouros do Mickey”
  • “Relojoeiro das Alturas”
  • “Os Fantasmas Solitários”

Disco2_2

1938

  • “O Papagaio do Mickey”
  • “Engenheiros Desastrados”
  • “Caça à Baleia”
  • “O Trailer de Mickey”
  • “O Pequeno Alfaiate Valente”

EMBALAGEM:

Lata_frente Lata_tras
Frente e verso da lata (já um pouco sofrida pelo tempo)

Mickey1_fora
Frente do estojo

Mickey1_dentro
Parte interna com os dois DVDs

MATERIAL GRÁFICO

Encarte_tresures_fora
Capa e contracapa do encarte (prata)

Encarte_tresures_dentro
Parte interna (central) do encarte

Poster_frente Poster_verso
Frente e verso do card com a reprodução do poster

Como vocês observaram, tinha tudo para dar certo. Porém a estratégia da Disney não foi acertada e o lançamento das latas foi interrompido  sem vários títulos interessantíssimos, que sem dúvida alguma hoje seriam um enorme sucesso com um preço adequado. Mickey em Preto e Branco e Pateta completo seriam duas edições que, por exemplo, TODOS fãs da Disney gostariam de ter em suas prateleiras.

Eu duvido que um dia voltem a ser lançadas por aqui.

E vocês, o que acham?

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Primeiro Blu-ray com Digital Copy no Brasil!

Posted on 19 abril 2009 by RiderJeff

rede_peq

Comum nos EUA, o Digital Copy que acompanha muitos filmes em Blu-ray (confira a lista na Wikipedia) finalmente aportará no Brasil. O filme Rede de Mentiras (Body of Lies) de Ridley Scott (diretor de Alien, Gladiador entre outros) previsto para o dia 14 de maio por R$ 99,90 é o primeiro filme em Blu-ray que virá acompanhado com uma cópia digital. Útil para quem quer ver o filme no iPhone/iPod ou outros dispositivos portáteis, como os Netbooks cada vez mais populares e que não possuem drive de mídia ótica. O BD por ser uma mídia cheia de proteção contra cópia, dificulta o rip “não oficial” para estes tipos de dispositivos.

Não se sabe ainda se o filme virá acompanhado com a cópia digital em DVD ou se será igual ao BD espanhol que vem com um folheto com um código para o usuário baixar o filme via web. Não se sabe também se o áudio será em inglês ou português (ou terá legendas embutidas)… Já o disco em Blu-ray é igual à versão americana. Confira aqui as especificações e review do disco.

No Brasil, a Europa Filmes já utiliza algo semelhante com suas versões MP4 em muitos de seus títulos em DVD (mas que são de qualidade duvidosa, com imagem de VCD e áudio de fita cassete).

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Dose diária de Inveja DO FUTURO! Branca de Neve em BD

Posted on 18 abril 2009 by Jotacê

branca-de-neve-versus-bruxa

Como vocês já sabem, normalmente nesta categoria do Blog do Jotacê comparamos edições já lançadas lá fora em DVD e BD com as suas “equivalentes” aqui da terra do macacão.

Mas hoje, resolvi inovar. Nem vou esperar o lançamento local, já fazendo um exercício de futurologia (que qualquer um de nós poderia fazer também, pelo que a Disney Brasil tem apresentado em seus últimos lançamentos). Não é sofrer por antecipação, mas mostrar como a situação dos BDs da Disney está de mal a pior aqui no país.

Snow White and the Seven Dwarfs (Blu-ray)

Lá fora (EUA):

Edição limitada de colecionador Gift Set, com belíssimo livro, caixa especial, pins, artes conceituais e Blu-ray duplo + DVD (combo) enluvado:

snow_wite_giftset

Por aqui (Brasil):

  • Blu-ray com um disco só
  • Sem luva
  • Sem extras lançados com legendas em português em outros países não-lusófonos.
  • E o pior: preço que só locadora pode pagar.

branca-de-neve-chorando

Triste, MUITO triste.

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